Os pais do bebê de 29 dias que morreu em Cruzeiro admitiram à polícia que usaram drogas horas antes da criança ser levada em estado gravíssimo ao hospital. O caso é investigado como homicídio, e os dois foram presos em flagrante.
Bebê chegou sem sinais vitais ao hospital
O recém-nascido foi levado pelos próprios pais à Santa Casa de Cruzeiro na tarde de segunda-feira (27), já sem resposta, com ausência de pulso e sinais de sangramento nas vias aéreas.
Equipes médicas tentaram reanimar a criança por mais de 30 minutos, com procedimentos como intubação, uso de medicamentos e aspiração, mas o óbito foi confirmado às 14h43.
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Médicos apontaram sinais incompatíveis
De acordo com o boletim de ocorrência, profissionais de saúde identificaram indícios considerados incompatíveis com um mal súbito. Entre eles, estavam hematomas, sangramento intenso pela boca e alterações na pele.
A equipe médica relatou estranheza diante do quadro clínico, o que levou à comunicação imediata do caso à polícia.
Versões contraditórias e suspeita de negligência
Em depoimento, os pais apresentaram versões consideradas vagas. A mãe afirmou que viu o bebê pela última vez por volta das 3h e que voltou a acordar apenas no início da tarde, quando percebeu que a criança não reagia.
Para a Polícia Civil, há indícios de omissão no dever de cuidado, já que os responsáveis tinham obrigação legal de proteger e zelar pela integridade do recém-nascido.
Uso de drogas antes da ocorrência
Ainda segundo o registro policial, os dois admitiram ter consumido drogas durante a madrugada anterior. Com o pai, os agentes encontraram um pino vazio utilizado para acondicionar cocaína.
O homem também teria apresentado comportamento agressivo no hospital, inclusive diante da outra filha do casal, de cerca de 2 anos, que foi encaminhada ao Conselho Tutelar.
Prisão em flagrante e investigação
Diante dos elementos, a Polícia Civil prendeu os dois em flagrante e solicitou a conversão para prisão preventiva. O caso foi registrado como homicídio contra menor de 14 anos.
O IML (Instituto Médico Legal) foi acionado, e exames devem esclarecer a causa da morte. A investigação segue com análise de laudos, prontuários e depoimentos.