Uma troca de tiros em pizzaria de Pindamonhangaba terminou com a morte de um homem, de 46 anos, e com um policial penal de 38 anos ferido em um dedo da mão, segundo boletim de ocorrência registrado após o caso nessa sexta-feira (10), na avenida Abel Corrêa Guimarães, na Vila Rica.
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De acordo com o registro, o caso teve início a partir de um litígio judicial envolvendo imóveis de herança. O homem, que depois morreu, teria ido até a pizzaria, onde o adversário estava acompanhado de um amigo, feito ameaças, saído do local e retornado armado pouco tempo depois.
O boletim afirma que, no retorno, ele teria efetuado dois disparos com um revólver calibre 32 contra o policial penal, que foi atingido no dedo anelar. Ainda segundo a versão registrada pela Polícia Civil, o servidor reagiu com a arma que portava legalmente, um revólver calibre 38, e atingiu o agressor, que morreu no local.
Segundo a narrativa do boletim, o homem que morreu estava em um Chevrolet Onix e teria ido até a pizzaria por causa de um litígio com o proprietário do estabelecimento.
No local, um policial penal ajudava em uma reforma. Ainda conforme o documento, houve ameaça inicial, saída do suspeito e retorno pouco tempo depois já com a arma em punho.
Troca de tiros na pizzaria
Na sequência, conforme o registro policial, o agressor teria atirado duas vezes contra o policial penal. Um dos disparos acertou o dedo anelar da vítima. O policial revidou. O boletim acrescenta que, enquanto ele reagia, ainda teria sido ouvido um terceiro tiro disparado pelo homem que acabou morrendo.
Duas armas de fogo foram apreendidas para perícia: o revólver calibre 32 atribuído ao homem morto e o revólver calibre 38 do policial penal. O veículo usado pelo morto foi periciado e liberado no local. A Polícia Civil também requisitou exame residuográfico nas mãos do autor/vítima, como consta no documento.
Além de homicídio consumado, tentativa de homicídio e localização de veículo, o boletim passou a registrar também ameaça. Isso ocorreu depois que a defesa do dono da pizzaria relatou à autoridade policial que, após as oitivas, um irmão do homem morto e outro indivíduo teriam ido ao estabelecimento perguntar pelo proprietário, o que foi interpretado como intimidação.
Na análise preliminar descrita no registro, a autoridade policial entendeu que há elementos iniciais para apontar que o policial penal reagiu a uma agressão injusta, em possível legítima defesa. Mesmo assim, o caso segue sob apuração para consolidação de perícias, depoimentos e demais provas.