SÃO PAULO

Vereador Adrilles registra BO por ameaça de morte após críticas

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Vereador Adrilles Jorge
Vereador Adrilles Jorge

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil), da Câmara de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência após ameaças, incluindo de morte, nas redes sociais, segundo a denúncia do parlamentar.

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Adrilles disse ter sofrido injúrias e ofensas pessoais, compartilhadas nas redes sociais, após o posicionamento contrário ao PL (Projeto de Lei) da Misoginia, aprovado pelo Senado Federal. O texto agora tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília.

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A proposta altera a legislação brasileira para incluir crimes motivados por misoginia (ódio ou aversão às mulheres) entre aqueles punidos por discriminação ou preconceito –o que abrange injúrias e incitação à violência de gênero.

Em discurso no Plenário do Legislativo Paulistano, na semana passada, Adrilles criticou o PL da Misoginia, pelo fato de a matéria, em seu entendimento, “criminalizar a liberdade de expressão e gerar insegurança jurídica ao país”. Para o parlamentar, a proposta “é uma ameaça direta à Democracia:”

“O PL da Misoginia é pavorosamente ruim. Ele não melhora em nenhum sentido a vida das mulheres, ao mesmo tempo em que criminaliza todos os homens - que, por óbvio, ficarão receosos de se aproximar. Arrisco a dizer que, empregadores vão começar a demitir mulheres, ou vão preferir a contratação de homens, por medo desta proposta perigosa”, disse o vereador.

Publicação de vídeo nas redes

Adrilles disse que as ofensas contra ele começaram logo após o parlamentar publicar nas redes sociais um vídeo com parte de sua fala na Câmara Municipal de São Paulo sobre o assunto. Diversos perfis passaram a acusar o político de misoginia. Entre as mensagens, estão ameaças de morte, como "Vai morrer por isso" e "Te acho e te mato, misógino".

Segundo advogados do político, o ataque é orquestrado e tem a finalidade de macular a reputação de Adrilles, o que levou o vereador a procurar a Polícia Civil para registrar ocorrência.

O caso será investigado pela 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos de São Paulo. Caso sejam identificados, os indivíduos poderão responder pelos crimes de ameaça e de injúria. A pena para estes delitos pode chegar até dois anos de reclusão, além de multa.

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