A Fundação Florestal registrou a retirada de 133,17 toneladas de resíduos do oceano e manguezais paulistas desde o início do programa Mar Sem Lixo, em 2022.
O volume de coleta anual, com engajamento da comunidade pesqueira, saltou de 1,7 tonelada no primeiro ano para 82,8 toneladas em 2025, o que representa um aumento de 4.700% no período.
Estratégia
A estratégia de remoção ocorre envolve pescadores artesanais, que retiram resíduos que ficam presos às redes durante a pesca de arrasto do camarão. Uma outra frente de trabalho ocorre nos períodos de defeso, com mutirões para a coleta manual de lixo em áreas de manguezal.
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Atualmente, 440 pescadores estão cadastrados em municípios como Ubatuba, São Sebastião, Cananéia, Guarujá, Bertioga e Itanhaém. Apenas em fevereiro de 2026, 131 profissionais atuaram diretamente na retirada desses materiais.
Além da limpeza física dos ecossistemas, a iniciativa cataloga a tipologia do material removido para gerar dados que orientam políticas de economia circular e o manejo de resíduos no litoral de São Paulo.
Financiamento
Para sustentar a logística de limpeza, o programa utiliza o PSA (Pagamento por Serviços Ambientais ), tendo repassado R$ 1 milhão aos participantes desde o início das atividades. O valor pago a cada pescador é calculado de forma proporcional ao volume de resíduos coletados e entregues, com um limite de R$ 700 mensais por pessoa.
2026
A tendência de crescimento na remoção de lixo persiste em 2026, com o primeiro bimestre registrando a coleta de 12,8 toneladas, contra 10,09 toneladas no mesmo intervalo do ano anterior.
O volume reflete o impacto gerado pelo descarte incorreto de resíduos nos oceanos.