A família da gatinha Safira reagiu com indignação após a divulgação do vídeo em que o animal é arremessado no Rio Paraitinga, em São Luiz do Paraitinga. A filha da tutora, Maryan Almeida, usou as redes sociais para desabafar e cobrar justiça. O caso foi revelado por OVALE nesta última quarta-feira (25).
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“Seus covardes, seus nojentos!”, disse a jovem. “Dois covardes pegaram a gata da minha mãe e jogaram no rio, sem dó e nem piedade”, completou.
A jovem criticou a atitude dos envolvidos e afirmou que o caso não ficará impune. “A gente se vê na delegacia. Não vão achar que vão fazer isso e vai ficar assim”, declarou Maryan.
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Vídeo gerou revolta nas redes sociais
O vídeo circula nas redes sociais e grupos de WhatsApp mostrando um adolescente arremessando a gatinha no rio. O caso provocou revolta e foi registrado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (25) como ato infracional análogo a maus-tratos a animal.
No vídeo, o adolescente aparece caminhando sobre uma ponte com a gata no colo e, em seguida, arremessa o animal no rio. Apesar da violência, Safira sobreviveu. Segundo a tutora, a gata foi encontrada pouco tempo depois, sem ferimentos aparentes, mas bastante assustada.
Jovem pede desculpas após repercussão
Um dos adolescentes envolvidos, responsável por filmar a ação, publicou um pedido de desculpas nas redes sociais após a repercussão do caso. No texto, ele admite o erro e afirma que não há justificativa para a atitude. “Tenho plena consciência de que o que eu fiz não foi certo”, escreveu.
O jovem também declarou estar arrependido e disse que pretende assumir as consequências. “Estou disposto a fazer o que for necessário para tentar reparar meu erro”, afirmou.
Ele destacou que o episódio serviu como aprendizado e garantiu que não pretende repetir o comportamento. Além disso, alegou que o vídeo foi gravado em novembro e publicado posteriormente, em janeiro.
Caso é investigado como ato infracional
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Como os suspeitos são menores de idade, o caso será apurado conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com encaminhamento à Vara da Infância e Juventude. O Conselho Tutelar também pode acompanhar a situação.
A denúncia foi formalizada com apoio de ativistas e representantes da causa animal. A Polícia Civil destacou a gravidade da conduta, especialmente pela exposição do ato nas redes sociais. As investigações seguem em andamento.