Interditada desde a última segunda-feira (23) para obras de manutenção, após a descoberta de fissuras na estrutura de concreto, a Ponte Estaiada Juana Blanco (Arco da Inovação) deve ser liberada ao tráfego nessa sexta-feira (27). A interdição provocou congestionamentos no local, especialmente nos horários de pico.
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A previsão é da Prefeitura de São José, que se manifestou por meio de nota: “A previsão de conclusão dos serviços de manutenção na Ponte Estaiada Juana Blanco, no Arco da Inovação, permanece para sexta-feira (27)”.
Segundo a administração municipal, sempre que houver “possibilidade técnica”, de acordo com o tipo de serviço executado no momento, a ponte será liberada ao tráfego, “respeitando a segurança viária e com auxílio da intervenção de agentes de mobilidade presentes no entorno, se necessário”.
“No entanto, como essa definição depende do andamento dos trabalhos, a Prefeitura orienta que os motoristas continuem optando por rotas alternativas”, diz a nota.
Um dos principais cartões-postais da cidade, a Ponte Estaiada está interditada para obras de manutenção da estrutura. A interdição começou na manhã da última segunda, com serviços de manutenção e inspeção estrutural, cuja previsão inicial era de durar até dez dias.
A manutenção é necessária, segundo a Prefeitura, depois que fissuras foram detectadas na estrutura de concreto da ponte, inaugurada em abril de 2020.
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Fissuras na ponte
Fissuras são como “cortes”, normalmente finos e alongados, que surgem na superfície ou interior de elementos estruturais, como vigas, lajes e pilares. Elas indicam manifestações patológicas causadas por tensões que superam a resistência do material, frequentemente geradas por retração, variação térmica, sobrecarga ou erros de execução.
Segundo José Turano, secretário de Gestão de Obras de São José, a Ponte Estaiada passará por um “reparo de patologia”, que ocorre em todas as estruturas de concreto, em razão de o concreto ser um material que fissura. “As fissuras aparecem com a variação de temperatura”, explicou.
Turano contou que as fissuras foram identificadas na câmara instalada no Arco da Inovação, a 100 metros de altura.
“Essas fissuras não haviam [sido] identificadas e foram comunicadas à construtora Queiroz Galvão, dentro do prazo de garantia. Nesse prazo, a construtora já veio aqui analisar, fez um cronograma, apresentou o método de trabalho e hoje está executando”, disse Turano.