NA ACADEMIA

Fiquei chocada, diz jovem repreendida por top em academia de SJC

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Jovem falou pela primeira vez sobre o episódio
Jovem falou pela primeira vez sobre o episódio

A engenheira Poliana Frigi, de 27 anos, afirmou ter ficado “em choque” após ser repreendida por usar um top durante treino em uma unidade da academia John Boy, em São José dos Campos. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias.

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Em vídeo publicado nesta segunda-feira (23), a jovem relatou o episódio e criticou a abordagem adotada por uma funcionária do local. “A gente não pode fingir que isso é normal e que o problema estava no meu top”, afirmou.

Abordagem durante o treino

Segundo Poliana, ela utilizava um top esportivo quando foi abordada por uma funcionária da recepção após supostas reclamações de outros frequentadores.

“Ela disse que teve gente reclamando que eu estaria de sutiã, por causa da alça fina. Eu expliquei que era um top”, relatou.

De acordo com a engenheira, a funcionária sugeriu que ela vestisse uma camiseta, alegando que havia “homens casados” no ambiente e que a situação poderia ser inadequada, além de citar questões de “segurança”.

‘Fiquei em choque’

Poliana contou que, inicialmente, seguiu o treino, mas se sentiu constrangida. “Na hora eu fiquei em choque. Falei que não tinha camiseta e que não colocaria, porque eu estava de top”, disse.

Posteriormente, acompanhada do namorado, ela retornou à recepção para registrar uma reclamação e solicitar contato com a gerência, mas não conseguiu falar diretamente com o responsável.

Após o episódio, a jovem decidiu deixar o local e afirmou que não pretende voltar à academia.

Críticas à postura da academia

A engenheira também criticou a falta de contato direto por parte da empresa após a repercussão do caso. “Não houve nenhum contato comigo, nem por telefone, nem por mensagem. Só aquela nota pública”, afirmou.

Para ela, a situação não deve ser tratada como algo comum. “Não podemos colocar a responsabilidade na roupa da mulher”, disse.

Academia pede desculpas e abre apuração

Em nota, a academia John Boy pediu desculpas à aluna e informou que o caso está sendo tratado com “máxima seriedade”.

A empresa afirmou que iniciou uma apuração interna para esclarecer os fatos e que irá revisar protocolos de atendimento, além de reforçar treinamentos com foco em respeito, diversidade e inclusão.

A academia também declarou que busca contato direto com a aluna para ouvir sua versão e reiterou que não compactua com condutas que possam gerar constrangimento.

Caso começou nas redes sociais

O episódio veio à tona após a publicação de um vídeo feito pela nutricionista Vitória Martins, que relatou a situação envolvendo a prima.

A repercussão foi imediata e dividiu opiniões entre internautas, reacendendo o debate sobre vestimenta, liberdade individual e limites na atuação de funcionários em academias.

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