ADEUS, RAFAELA

Matou a namorada e passou a noite ao lado do corpo na região

Por Da redação | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Rafaela tinha 16 anos
Rafaela tinha 16 anos

O homem condenado por matar a namorada Rafaela Ramos da Silva, de 16 anos, no Litoral Norte, confessou à polícia que passou a noite ao lado do corpo da jovem antes de enterrá-lo em uma cova rasa no dia seguinte ao crime.

Nesta quinta-feira (12), o autor do crime foi condenado pelo assassinato (ler aqui).

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O caso, que chocou moradores da região em 2024, voltou a repercutir após a condenação de Adilson da Silva de Siqueira Júnior, hoje com 26 anos, a 28 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da adolescente.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o réu recebeu 26 anos de reclusão por homicídio qualificado e mais dois anos de detenção por ocultação de cadáver, além do pagamento de multa.

A Justiça também determinou que ele não poderá recorrer em liberdade, seguindo entendimento recente do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a execução imediata da pena após condenação pelo Tribunal do Júri.

Crime ocorreu após discussão

De acordo com as investigações, o crime aconteceu entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, em um sítio localizado no bairro Pegoreli, em Caraguatatuba.

O acusado afirmou à polícia que matou a namorada após uma discussão motivada por ciúmes, depois de encontrar supostas conversas no celular da jovem e suspeitar de traição.

Durante o desentendimento, ele estrangulou Rafaela e a asfixiou com um travesseiro, segundo o boletim de ocorrência. Após o crime, o homem contou que enrolou o corpo da adolescente em um lençol e permaneceu no local durante a madrugada.

Conforme o relato prestado aos policiais, ele só decidiu enterrá-la no dia seguinte por medo de ser visto por um vigia que circulava pelo sítio.

Corpo enterrado em cova rasa

Na manhã seguinte ao crime, o acusado abriu uma cova rasa nos fundos do sítio, onde trabalhava como caseiro, e enterrou o corpo da jovem.

“Alega que cometeu o crime na madrugada, dormiu no quarto com a vítima e, ao amanhecer, abriu a cova e a enterrou envolta em um lençol”, diz trecho do boletim de ocorrência.

O caso teve grande repercussão na região, principalmente pela brutalidade do crime e pela idade da vítima.

Prisão após confissão

O suspeito foi localizado pela Polícia Militar após denúncias sobre um possível feminicídio na região. Durante as buscas, os policiais encontraram três homens em atitude suspeita. Dois conseguiram fugir pela mata, mas o terceiro foi alcançado e abordado.

Com ele, os agentes encontraram duas porções de maconha, um celular e uma faca. Ao ser questionado sobre o motivo da fuga, ele disse que estava com medo de ser preso e acabou confessando o assassinato da namorada.

Em seguida, levou os policiais até o local onde havia enterrado o corpo.

Condenação por feminicídio

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, o crime foi cometido por motivo fútil, com uso de asfixia e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A acusação também apontou que o assassinato foi praticado contra uma mulher por razões da condição de sexo feminino, caracterizando feminicídio.

Na sentença, o juiz destacou a gravidade do crime e determinou que a pena seja cumprida imediatamente em regime fechado.

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