ESTELIONATO

Nutricionista de SJC perde R$ 40 mil em golpe de falso escrevente

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Conecta Piauí
Golpe virtual (imagem ilustrativa)
Golpe virtual (imagem ilustrativa)

O golpe do falso escrevente judicial fez uma nutricionista de 25 anos, moradora de São José dos Campos, perder cerca de R$ 40 mil após ela acreditar que receberia valores de uma ação judicial e seguir orientações repassadas por telefone e por videochamada.

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De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na quarta-feira (11), a vítima contou à Polícia Civil que recebeu mensagem informando que havia um valor a receber em uma causa judicial. Como já mantinha contato anterior com um advogado por diferentes números, acreditou que a abordagem era verdadeira.

Na sequência, ela recebeu documentos supostamente judiciais com dados compatíveis com processos anteriores e foi orientada a participar de uma reunião pelo Google Meet. Durante a chamada, um homem se apresentou como escrevente e passou a explicar o que seria, segundo ele, o procedimento para a liberação do dinheiro.

O golpe de falso escrevente judicial começou com a promessa de liberação de valores e evoluiu para pedidos de comprovação de contas bancárias em diferentes instituições. A vítima relatou que, acreditando seguir um protocolo regular, fez transferências por Pix e ao menos uma por TED para contas em nomes diversos.

Promessa de devolução

Segundo o registro policial, ela recebeu a informação de que os valores transferidos seriam devolvidos no dia seguinte, já acrescidos do montante da suposta causa. Durante todo o procedimento, outro interlocutor permaneceu em contato telefônico e reforçou que aquele seria o passo correto para a conclusão da operação.

Entre os sinais de alerta do golpe estão o contato por número desconhecido, a pressão para transferir dinheiro rapidamente, o uso de videochamada para dar aparência de formalidade e a promessa de que o valor enviado retornará no dia seguinte com acréscimo financeiro. Outro ponto que chamou a atenção da vítima foi o fato de as contas de destino não corresponderem ao nome do profissional que supostamente conduzia o caso.

Depois do encerramento da chamada, a nutricionista passou a desconfiar da situação e entrou em contato com o advogado verdadeiro, usando os números que já possuía. Foi então informada de que não havia qualquer procedimento em andamento e que se tratava de uma fraude.

A vítima informou ainda à polícia que contestou as transferências pelos aplicativos bancários e que também pretendia procurar a agência para tentar o estorno da TED. O caso foi registrado como estelionato e será apurado pela Polícia Civil.

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