A Santa Sé confirmou nesta quarta-feira (25) as primeiras viagens apostólicas do papa Leão 14 em 2026. O calendário inclui uma missão de dez dias na África, uma visita de um dia ao Principado de Mônaco e uma viagem de seis dias à Espanha, com passagem pelas Ilhas Canárias.
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As viagens ocorrerão após a ida de Leão à Turquia e ao Líbano, no final de 2025, e o anúncio das viagens pela Itália -- que o levarão, entre outros, a Lampedusa. Neste começo de ano, o papa retoma suas peregrinações ao redor do mundo.
Entre 13 e 23 de abril, o papa visitará quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
O itinerário começa em Argel e Annaba, cidades ligadas à memória de Santo Agostinho. Nascido em Tagaste, no século 4, Agostinho tornou-se bispo de Hipona, na atual Argélia. Sua obra moldou a teologia ocidental, porém, hoje, os católicos argelinos formam uma minoria em um país de maioria muçulmana. A Igreja atua, sobretudo, no campo educacional e social.
Nos Camarões, o papa passará por Yaoundé, Bamenda e Douala. O país recebeu forte impulso missionário a partir do século 19, com a presença de congregações europeias. Atualmente, o Cristianismo é majoritário. A visita ao norte anglófono ocorre em meio a tensões internas que afetam a população civil.
Em Angola, a Igreja Católica chegou no século 15, com os navegadores portugueses. A evangelização acompanhou a formação do antigo Reino do Congo. Hoje, o Catolicismo é a principal confissão cristã do país. Luanda, Muxima e Saurimo estão no roteiro.
A última etapa será na Guiné Equatorial, único país africano de língua espanhola. A presença católica também remonta ao período colonial. A maioria da população se declara cristã, com forte presença católica em Malabo, Mongomo e Bata.
Pela duração e abrangência, a viagem recorda a missão africana de São João Paulo 2º em 1985, quando o pontífice visitou sete nações em onze dias.
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Visita inédita às vésperas da Semana Santa
Em 28 de março, Leão 14 estará em Monte Carlo. Será a primeira visita de um papa ao Principado de Mônaco na era contemporânea. O país adota o Catolicismo como religião oficial.
A Arquidiocese de Mônaco mantém diálogo institucional com o governo local. A presença da Igreja integra o debate público sobre questões sociais e culturais. O território é o segundo menor do mundo, atrás apenas da Cidade do Vaticano. A visita ocorre na véspera da Semana Santa.
De 6 a 12 de junho, o papa visitará a Espanha. Em Madri, encontrará autoridades e fiéis. Em Barcelona, inaugurará a nova torre da Sagrada Família.
O templo começou a ser construído no século 19. Seu principal idealizador foi Antoni Gaudí, declarado Venerável Servo de Deus. A visita coincide com o centenário de sua morte.
A Espanha teve papel central na expansão do Catolicismo a partir do século 15. Missionários espanhóis atuaram na América, África e Ásia. Hoje, o país enfrenta forte processo de secularização, embora mantenha expressiva presença católica.
O papa seguirá para Tenerife e Gran Canaria. As ilhas compõem uma das principais rotas migratórias entre África e Europa. Nos últimos anos, milhares de pessoas desembarcaram na região em busca de refúgio ou melhores condições de vida.