O PT (Partido dos Trabalhadores) lamentou a morte do cientista político e professor da USP (Universidade de São Paulo), José Álvaro Moisés, aos 81 anos. Fundador do partido em 1980, ele foi um dos principais nomes da ciência política brasileira e referência nos estudos sobre democracia e instituições.
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Em nota oficial, o PT destacou o “compromisso com a democracia” que marcou a trajetória intelectual de Moisés e se solidarizou com familiares, amigos e colegas da comunidade acadêmica.
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Legado na democracia e na ciência política
Professor titular da USP, Moisés teve papel fundamental na consolidação da ciência política como campo de reflexão crítica no Brasil. Ao longo da carreira, dedicou-se ao estudo das instituições democráticas, da cultura política e da participação popular.
Ele foi um dos organizadores do Departamento de Ciência Política da USP nos anos 1980, além de atuar na criação da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e da International Political Science Association (IPSA).
A USP ressaltou, em nota, que Moisés deixa um “legado intelectual e institucional difícil de preencher”. Ele também fundou o Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da universidade e coordenou o Grupo de Pesquisa da Qualidade da Democracia no Instituto de Estudos Avançados.
Atuação no Ministério da Cultura
Além da trajetória acadêmica, Moisés ocupou cargos públicos no Ministério da Cultura, onde foi secretário de Apoio à Cultura (1995-1998) e secretário do Audiovisual (1999-2002).
Entre suas principais obras estão estudos sobre crise da democracia, desconfiança nas instituições e qualidade da representação política.
Repercussão política
A morte de Moisés gerou manifestações de lideranças políticas. O senador Jaques Wagner destacou que o professor “se dedicou a entender e construir o Brasil, deixando um legado de compromisso público”.
O ministro Paulo Teixeira afirmou que Moisés foi “um dos mais importantes intelectuais de sua geração”, com atuação permanente em defesa da democracia.