CRATERA EM SÃO JOSÉ

Prefeitura usa barreiras para impedir cratera de ‘engolir’ prédio

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação/Defesa Civil
Prefeitura colocou cortina de lona na lateral da nova cratera do Jardim Imperial
Prefeitura colocou cortina de lona na lateral da nova cratera do Jardim Imperial

A Prefeitura de São José dos Campos está usando barreiras de asfalto e lonas nas laterais da nova cratera do Jardim Imperial, na região sul da cidade, para evitar que o imenso buraco se expanda e “engula” o prédio com 34 apartamentos da localidade.

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A cratera se abriu após o afundamento do asfalto na rua Felisbina de Souza Machado, criando um buraco de cerca de 10 metros de profundidade e que tomou toda a extensão lateral da rua, provocando a interdição de quatro casas e do prédio. Os moradores tiveram que sair das residências no último sábado (7) – 156 moradores estão desalojados.

Nesta terça-feira (10), a administração municipal começou o trabalho de colocar britas para fazer o suporte e contenção lateral da cratera, para que o buraco não continue arrancando o talude. O local continua isolado e sendo monitorado pela Defesa Civil e por agentes da Prefeitura.

Além disso, uma cortina de lona nas laterais da cratera foi instalada também para evitar a progressão do buraco, que ameaça “engolir” o prédio de apartamentos. A erosão já atingiu a calçada em frente ao prédio.

Massa asfáltica foi utilizada como barreira ao entorno da cratera, para evitar que a água da chuva venha para dentro do buraco e aumente ainda mais sua circunferência e profundidade.

“Essas medidas ajudaram a secar um pouco o local, e a chuva também deu uma trégua, para que o trabalho da engenharia e de obras possa encontrar uma solução definitiva para a cratera. Só assim se poderá começar o trabalho de contenção definitiva”, disse José Benedito da Silva, coordenador da Defesa Civil de São José dos Campos.

Segundo ele, em razão da quantidade de entulho que ainda há dentro da cratera, não é possível saber com exatidão o que causou a erosão.

“Há galeria de água bem profunda e antiga no local, além de rede de captações de esgoto, de água potável que é distribuída. Não sabemos ainda se a cratera surgiu por infiltração ou desgaste da galeria que causou o afundamento. A equipe técnica está fazendo estudo para identificar as causas e já dar a solução definitiva. Já não é primeira vez e agora estuda uma solução definitiva”, afirmou o coordenador.

Laudo

Um novo laudo aponta que a cratera aberta no Jardim Imperial pode aumentar nas próximas horas e ameaça “engolir” mais um poste de energia, elevando o risco na área. A informação foi apurada com exclusividade pelo OVALE.

Em nota, a EDP informou que foi acionada novamente, na manhã desta terça-feira (10), "por conta do afundamento do solo na rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, em São José dos Campos. Equipes técnicas estão no local, realizando obras de remanejamento do sistema de distribuição de energia da região, afim de preservar a segurança e a continuidade do serviço à população. O fornecimento de energia para os clientes está normal".

A EDP ressaltou que "segue monitorando a situação e preparada para realizar novas adequações em caso de necessidade, e se mantém à disposição dos órgãos municipais para o apoio necessário".

Leia mais: Vídeo mostra cratera se abrindo em rua de São José; ASSISTA

“Cena de filme de terror”, diz moradora

Moradora do residencial Jardins de Sevilha, a professora Marcelle Araújo, de 23 anos, descreveu o momento de pânico vivido pelos moradores.

“Disseram que era uma cratera pequena. Quando cheguei, já era um buraco enorme. Era cena de filme de terror: chovendo dentro do prédio, barro por todos os lados, luz piscando, gente chorando e saindo só com a roupa do corpo”, relatou.

Segundo ela, os moradores foram orientados a deixar o prédio às pressas e, no domingo (8), puderam retornar por poucos minutos apenas para retirar alguns pertences.

Histórico preocupa moradores

A rua Felisbina de Souza Machado já havia registrado outro afundamento há cerca de duas semanas, quando uma cratera engoliu um caminhão. A distância entre os dois pontos é de aproximadamente 250 metros, o que reforça o medo de novas ocorrências.

“Não sabemos como está a erosão por baixo da terra. O estacionamento e o bicicletário parecem comprometidos. Temos medo de que tudo ceda”, afirmou Marcelle.

Equipes da Defesa Civil, da Prefeitura de São José dos Campos e de concessionárias de água, gás e energia realizam vistorias técnicas contínuas no local. Segundo o laudo mais recente, o solo segue instável, sem previsão para liberação dos imóveis.

Prefeitura acompanha o caso

O prefeito Anderson Farias (PSD) afirmou que acompanha o caso de forma permanente e anunciou o início de uma obra emergencial ainda nesta semana. “A prioridade absoluta é a segurança das pessoas. Vou acompanhar pessoalmente este caso até a solução definitiva”, declarou.

Segundo a prefeitura, embora a intervenção seja emergencial, a obra será definitiva para garantir a estabilidade do solo. Enquanto isso, seguem o monitoramento técnico, as interdições preventivas e o apoio às famílias afetadas.

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