O Irã anunciou a incorporação de mil novos drones ao seu arsenal militar, uma medida que ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. O anúncio, feito pelo chefe das Forças Armadas iranianas, Amir Hatami, nesta quinta-feira, 29, ressalta a prontidão do país para uma "resposta esmagadora" contra qualquer agressor, segundo declarações à TV estatal iraniana.
Esta movimentação bélica é vista como uma resposta direta às recentes ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, que tem pressionado Teerã por um novo acordo nuclear e ordenou o deslocamento de uma "grande armada" para o Oriente Médio, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln.
A agência de notícias semioficial Tasnim informou que os drones foram distribuídos entre diferentes ramos das Forças Armadas, abrangendo capacidades terrestres e marítimas, com designs para defesa ofensiva, tática e estratégica, aptos a atingir alvos fixos e móveis. Esta expansão militar segue-se à repressão de protestos populares no Irã, um ponto que intensificou a pressão ocidental sobre o regime de Khamenei.
O cenário geopolítico é agravado pelo alerta da Rússia, aliada do Irã, que advertiu que um eventual ataque dos EUA ao território iraniano poderia acarretar "consequências muito perigosas". A comunidade internacional observa com preocupação a retórica crescente, com o Irã afirmando que qualquer ação militar dos EUA será tratada como o "início de uma guerra".