Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região participaram de uma reunião na manhã desta quinta-feira (29), em Brasília (DF), com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB). O tema do encontro foi a Avibras, empresa bélica instalada no Vale do Paraíba que enfrenta grave crise financeira.
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O sindicato informou que voltou a pressionar o governo federal a investir na empresa, com, por exemplo, a aquisição de produtos pelo Exército Brasileiro. A Avibras é a maior indústria do setor bélico do país.
“Agora tem uma nova direção na Avibras e o governo prometeu que, se a gente trocasse o controle da direção da empresa, haveria aporte financeiro. Agora com uma nova direção, a gente cobra do governo”, disse Weller Gonçalves, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.
No encontro, segundo o sindicato, Alckmin informou que o governo está empenhado em fechar um contrato entre o Exército e a Avibras, no valor de R$ 900 milhões, por cinco anos.
A confirmação, segundo o vice-presidente, deve ser feita até o término da negociação que está em andamento entre o sindicato e a Avibras para o pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas pela empresa. A retomada da Avibras está prevista para o dia 16 de março.
Nova direção
A reunião com Alckmin ocorre no momento em que o sindicato negocia o retorno das atividades da empresa, sem produção constante desde 2022. Na semana passada, os trabalhadores autorizaram o sindicato a buscar uma proposta sobre os valores das dívidas trabalhistas acumuladas. Uma reunião com a empresa foi marcada para quarta-feira (28), para iniciar essa discussão.
"O investimento do governo federal é uma questão de fundamental importância para o retorno das atividades da Avibras", afirmou Weller.
A direção da empresa sinalizou ao sindicato querer retomar a produção com 210 trabalhadores, inicialmente, podendo chegar 450, no meio do ano.
O processo de negociação entre a Avibras e o sindicato deve ser concluído até o final de fevereiro. A dívida trabalhista inclui 34 meses de salários em atraso, multas, verbas rescisórias e outros direitos.
"O sindicato espera que, desta vez, o governo confirme os investimentos necessários para a volta da Avibras, pois já se passaram três anos e nada de concreto foi feito", disse Weller.
“Nós defendemos a estatização da Avibras. Nós achamos que isso seria o ideal. Se o governo não vai estatizar, minimamente o governo ter algum os contratos com a empresa para ter a volta da empresa e a geração de empregos. Então, o sindicato vai cobrar para que o governo faça a sua parte, para a gente ter de volta a principal indústria bélica do país e gerando empregos aqui na região do Vale do Paraíba”, completou o sindicalista.