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Documento OVALE Cast: Casa de Custódia de Taubaté, o berço do PCC

Por Guilhermo Codazzi e Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
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Lamarque Monteiro, é tenente-coronel da reserva da PM e autor do livro sobre a Casa de Custódia de Taubaté
Lamarque Monteiro, é tenente-coronel da reserva da PM e autor do livro sobre a Casa de Custódia de Taubaté

A história do PCC (Primeiro Comando da Capital), a mais temida facção criminosa do país, começou no anexo da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, local chamado pelos presos de “Piranhão”. Foi ali que, em 31 de agosto de 1993, oito presos fundaram o PCC, grupo criminoso que domina os presídios paulistas e se espalhou pelo país e a América Latina.

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“Esse tal de Piranhão, com o apelido que o os presos deram para esse estabelecimento, foi criado em 1985 durante o governo Franco Montoro”, conta Lamarque Monteiro, tenente-coronel da reserva da Polícia Militar e autor do livro sobre a Casa de Custódia de Taubaté, unidade que deve ser fechada em 2026.

Em participação em OVALE Cast, o podcast de OVALE, Lamarque falou sobre a história da Casa de Custódia de Taubaté, a criação do PCC e a influência da máfia italiana no grupo criminoso.

“O anexo foi instalado com a finalidade de trazer os principais líderes de rebeliões de outras penitenciárias do Estado, presos de alta periculosidade, eram pensados e trazidos para esse anexo. Por que era um regime diferenciado, era o tal de regime disciplinar diferenciado, o RDD”, disse o coronel.

Segundo ele, um dos fundadores do PCC na época, Misael Aparecido da Silva, escreveu uma carta e enviou para um jornalista da rádio Difusora de Taubaté. Nela, ele denuncia tudo que acontece dentro do “Piranhão”, que era um centro de readaptação.

Misael acabou morto por outros presos no dia 19 de fevereiro de 2002, na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). Os detentos descobriram que pesava contra ele uma condenação por estupro.

“Ele criticava que não se recupera nenhum preso dessa forma. Fez denúncias nesta carta e pediu para o jornalista divulgar para outros veículos da mídia. Essa carta diz tudo o que acontece dentro de um estabelecimento que não tem as condições de recuperação de ressocialização de um preso.”

“Tem esse caldo com a chegada de presos da máfia italiana, com uma capacidade de organização maior, que ajudam a instrumentalizar essa indignação, ela torna uma forma de uma organização, como o Primeiro Comando da Capital”, disse Lamarque.

OVALE Cast contou com a participação do editor-chefe de OVALE, Guilhermo Codazzi, e do repórter especial Xandu Alves. O episódio está disponível nos canais de OVALE no Youtube Spotify, além das redes sociais e no site do jornal.

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