O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter sofrido “um surto” e negou qualquer intenção de fuga durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (23). O surto teria sido provocado, segundo ele, devido ao uso de remédios.
O procedimento foi conduzido por videoconferência a partir da Superintendência da Polícia Federal, um dia após sua prisão preventiva em Brasília.
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A audiência foi marcada pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a detenção após a Polícia Federal informar que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica pouco depois da meia-noite de sábado.
Segundo o ministro, a ação violou as condições da prisão domiciliar e levantou suspeitas de que o ex-presidente poderia tentar fugir, especialmente diante da vigília convocada por apoiadores em frente à sua residência.
Bolsonaro, no entanto, disse que não tinha intenção de escapar e atribuiu o episódio a um “surto”, argumentando que não estava tentando desrespeitar as medidas impostas pelo STF.
A Primeira Turma da Corte, presidida pelo ministro Flávio Dino, analisará na segunda-feira (24), em sessão virtual, se mantém ou revoga a prisão preventiva. O colegiado é responsável pelo inquérito que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado — decisão que ainda não transita em julgado.
Enquanto aguarda o julgamento, o ex-presidente permanece detido preventivamente na sede da Polícia Federal. A medida não representa o início do cumprimento da pena, mas visa garantir a continuidade das investigações e a segurança do processo.