PRESOS

Operação Ícaro: Justiça mantém presos em Tremembé

Tremembé
| Tempo de leitura: 1 min
Da redação
Reprodução
Artur Gomes da Silva Neto
Artur Gomes da Silva Neto

A Operação Ícaro, uma das maiores ações já realizadas pelo Ministério Público de São Paulo contra fraudes fiscais, completou três meses revelando um amplo esquema de corrupção envolvendo auditores da Secretaria da Fazenda e empresários de grandes redes do varejo. As investigações apontam que o grupo teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propina por meio da liberação irregular e antecipada de créditos tributários a empresas beneficiadas.

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Entre os nomes citados estão Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop. Os dois foram presos no dia 12 de agosto, mas ganharam liberdade três dias depois por decisão da Justiça paulista, que havia estabelecido como condição o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de R$ 25 milhões de fiança. No entanto, ambos obtiveram habeas corpus, o que os dispensou do pagamento.

Enquanto isso, outros investigados seguem detidos em Tremembé, aguardando julgamento. Entre eles estão os auditores fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia. Artur, inclusive, negocia desde setembro um acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Também permanece preso o empresário Celso Éder Gonzaga de Araújo, que aguarda a análise de um pedido de habeas corpus. Ele está custodiado no mesmo presídio, conhecido por abrigar detentos de grande repercussão nacional.

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