Há 50 anos, o Brasil lançava o Proálcool (Programa Nacional do Álcool), com o objetivo de reduzir a dependência de petróleo externo e aproveitar a abundância de cana-de-açúcar no país. Uma grande crise petrolífera nos anos 1970 elevou o preço da gasolina e ameaçou a economia brasileira. Com o programa, o Brasil pôde desenvolver uma fonte de energia renovável e sustentável, tornando-se referência mundial em produção de etanol.
A produção de etanol combustível e a adaptação de veículos para álcool consolidaram-se como uma alternativa energética mais barata e nacional. Urbano Ernesto Stumpf (15 de janeiro de 1916 - 17 de maio de 1998) foi um engenheiro que se destacou liderando os estudos de adaptação de motores.
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Stumpf, considerado o pai do motor a álcool no Brasil, era pesquisador do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) em São José dos Campos e foi o responsável por provar a viabilidade do uso do álcool como combustível automotivo, ajudando a consolidar o Proálcool como um sucesso tecnológico e econômico. Em sua homenagem, o Aeroporto de São José dos Campos leva seu nome, e o primeiro carro a álcool desenvolvido por Stumpf, um Dodge 1800 Polara, está preservado no MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro), museu ligado ao DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), como símbolo de sua contribuição à engenharia nacional.
Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), desde a implementação do Proálcool, o Brasil economizou o equivalente a mais de 2,5 bilhões de barris de petróleo em energia, resultando em uma economia de cerca de 205 bilhões de dólares em importações de gasolina nas últimas cinco décadas.
Em 2024, foi aprovada a Lei do Combustível do Futuro, que estabeleceu um novo marco regulatório para incentivar combustíveis avançados (como diesel verde, SAF e biometano), atrair investimentos e criar as bases para a captura e armazenamento de carbono, visando à descarbonização industrial.
