CEARÁ

Cão leva 5 tiros, sobrevive e entidade faz vaquinha por cirurgia

Por Da redação | Fortaleza
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Animal da raça Pitbull foi atingindo na cabeça e no tórax
Animal da raça Pitbull foi atingindo na cabeça e no tórax

Um caso grave de violência contra animal doméstico mobilizou a Sociedade Protetora Ambiental no Ceará, no bairro Jangurussu, em Fortaleza (CE). Um cão da raça pitbull, de pelagem branca com marrom e cerca de cinco anos, foi baleado cinco vezes por homens em diferentes veículos após o animal sair para a calçada da residência da tutora.

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Atualmente, o animal se encontra em uma clínica aguardando tratamento contra infecção para poder ser liberado e fazer uma cirurgia. Márcio Sousa, coordenador de operação da SPA-CE, acompanhou a dona do animal para fazer boletim de ocorrência sobre o caso.

Conforme registrado em documento, o animal escapou de casa pouco depois das 9h30, quando a tutora abriu o portão para receber uma encomenda. Na calçada, o pit bull teria se envolvido em uma briga com um cachorro que estava na rua.

Durante a tentativa de separar os animais, um motorista que passava no local parou o carro, sacou uma arma e efetuou três disparos. Os tiros atingiram a cabeça e o tórax do pitbull, quebrando também uma das patas traseiras.

Ferido, o animal correu pela via, mas foi novamente alvejado por outros dois tiros disparados por um motociclista ainda não identificado. A tutora encontrou dois projéteis deflagrados de pistola calibre .40 na entrada da própria residência.

A Polícia Militar foi acionada ao local do crime e três viaturas compareceram ao endereço, mas os suspeitos não foram localizados.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará informou que apura uma denúncia de maus-tratos a animais, no Jangurussu.  A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente é a unidade especializada que apura o caso.

Marcio Sousa relatou que encontrou grande quantidade de sangue na calçada ao chegar no local do ocorrido e que policiais tentaram verificar se o cão ainda estava vivo. O animal foi socorrido e encaminhado à Clínica Veterinária Jacó, no bairro Itaperi, onde recebeu atendimento.

Stefani Rodrigues, fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal, afirma que a instituição assumiu os cuidados com o animal após ser acionada pela veterinária que inicialmente atendeu o animal.

“Nossa instituição acolheu porque o animal foi mandado pela veterinária para morrer em casa. Internamos e estamos dando todo o suporte com recursos próprios, mas ainda não conseguimos nem R$ 100 para pagar o caução da clínica", declarou a protetora animal.

Segundo Stefani, dois ortopedistas consultados avaliaram que o cão tem possibilidade de salvar a pata, evitando amputação, mas o procedimento é caro. “A cirurgia custa aproximadamente R$ 10 mil. Ele também terá que passar por outro procedimento para retirar um dos olhos, devido à lesão provocada por uma pancada de ferro na cabeça".

A ONG informou que o pitbull ainda não pode ser operado devido ao quadro de infecção. O animal precisa passar por um ciclo de antibióticos antes da intervenção. A entidade planeja abrir uma campanha de arrecadação, uma vaquinha virtual, para cobrir os custos de cirurgia, internação prolongada e sessões de fisioterapia.

* Com informações do Diário do Nordeste

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