A influenciadora digital Yre Sales Duarte, conhecida como Mendigata de Goiás, foi presa suspeita de ordenar a morte de um morador de rua após um desentendimento relacionado ao uso de drogas.
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Segundo a Polícia Militar, o ataque foi executado pelo companheiro dela, que surpreendeu a vítima com golpes de faca na noite de terça-feira (11), na avenida Paranaíba, região central de Goiânia.
A vítima, que sobreviveu, contou aos policiais que foi atacada enquanto atravessava a pista próximo à rodoviária.
“Ele me agarrou pelo pescoço e mandou eu sentar no chão. Estava com uma faca e disse: ‘Você não grita e não faz nada, senão eu te enfio a faca’”, relatou o homem.
Após o crime, equipes do 38º BPM, com apoio de unidades de inteligência, localizaram o suspeito no Setor Leste Vila Nova. Durante a abordagem, os policiais encontraram porções de crack prontas para venda.
A influenciadora e o companheiro foram levados à Central de Flagrantes. De acordo com a PM, ela possui passagens por tráfico de drogas e receptação, enquanto ele já responde por tráfico e homicídio. Os dois permanecem à disposição da Justiça.
Antes da prisão, Mendigata havia repercutido nas redes sociais ao comentar declarações do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que disse querer solucionar a situação da população em situação de rua até o fim do ano.
Em seus perfis, onde se apresenta como “moradora de rua e catadora de reciclagem”, ela defendeu políticas públicas voltadas à moradia e inclusão no mercado de trabalho.
“Goiânia tem cerca de 3 mil moradores de rua. Um trabalho digno seria colocar a gente como trabalhadores da limpeza da cidade. Seria uma ótima estratégia para colocar os moradores de rua no mercado de trabalho”, afirmou.
Ela também destacou que a moradia é fundamental para essa população: “Aqui tem mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência… Tomara que isso dê certo.”
Com quase meio milhão de seguidores, a influenciadora já havia sido presa em outubro do ano passado, acusada de tráfico de drogas. Na época, foi liberada em audiência de custódia com tornozeleira eletrônica, e a defesa alegou que ela era apenas usuária.
* Com informações do jornal O Hoje