A Justiça aceitou a denúncia contra um policial militar reformado, de 60 anos, acusado de matar uma mulher de 42 anos com um tiro no rosto. O crime ocorreu dentro do apartamento onde a vítima atendia clientes. O homem está preso desde o dia do homicídio.
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O caso aconteceu no bairro Carlos Prates, região Noroeste de Belo Horizonte (MG). A decisão de torná-lo réu foi assinada na terça-feira (11) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri da capital.
Segundo a investigação, a mulher, que trabalhava como garota de programa, foi encontrada morta no local, sem sinais de luta. Imagens de segurança mostram o suspeito chegando ao condomínio às 16h01 e saindo cerca de 10 minutos depois, aparentando nervosismo.
Pouco após o crime, ele deixou o prédio com a ajuda de uma moradora que desconhecia o ocorrido. O homem foi preso às 16h36, nas proximidades. Durante a abordagem, teria resistido e afirmado aos policiais que havia “feito uma besteira”. A carteira dele foi localizada no quarto da vítima.
Em depoimento, o suspeito disse ter contratado os serviços da mulher e que os dois discutiram antes do disparo. Ele alegou que tentou sair do local, mas a vítima teria exigido o pagamento.
Com a denúncia aceita pelo Ministério Público, o ex-policial responderá por feminicídio e o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri.