Um adolescente de 13 anos teria sido vítima de racismo dentro do supermercado Comercial Esperança, em São José dos Campos, na tarde da última segunda-feira (3). O caso ocorreu por volta das 16h30, quando o jovem, que havia acabado de sair da escola, foi abordado por dois seguranças após deixar o estabelecimento.
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De acordo com testemunhas, os funcionários revistaram o adolescente em público, pedindo que ele mostrasse o conteúdo da mochila. O garoto estava acompanhado de três colegas brancos, que não foram abordados. Pessoas que presenciaram a cena afirmam que tentaram intervir, alertando os seguranças de que a atitude configurava racismo e violava o Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante proteção contra qualquer forma de violência e constrangimento.
A mãe do menino relatou que o filho foi tratado de forma humilhante. “Ele abordou somente o meu filho, pediu pra ele tirar o material da mochila no chão, apalpou a blusa de frio que ele estava e colocou a mão nos bolsos dele”, contou.
A mulher afirmou ainda que busca justiça pelo ocorrido.
O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais e motivou a realização de um ato público no próximo sábado (8), às 10h, no centro de São José dos Campos, em frente ao prédio da antiga Câmara Municipal.
Em resposta ao caso, o Grupo Comercial Esperança divulgou uma nota oficial em sua página no Instagram, na qual repudia toda e qualquer forma de discriminação, preconceito ou racismo. A empresa afirmou ter adotado medidas cabíveis em relação aos envolvidos, reforçando seu compromisso com o respeito e a igualdade.
“Valorizamos cada pessoa que entra em nossas lojas, reafirmando nosso compromisso com o tratamento digno e igualitário a todos. Assim que tomamos conhecimento dos fatos ocorridos em 03/11/2025, em São José dos Campos, adotamos as medidas cabíveis em relação a todos os envolvidos, reforçando nosso compromisso com a conscientização e o respeito à comunidade.”
A nota também destaca que o grupo “não tolera atitudes que atentem contra a dignidade, a igualdade e os direitos de qualquer pessoa” e reafirma o compromisso de manter suas lojas como “um espaço de acolhimento, empatia e respeito”.
Até o momento, não há informações sobre registro de ocorrência policial.