CRIME

Adolescente diz ter sido vítima de racismo em supermercado de SJC

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Confusão se formou no mercado
Confusão se formou no mercado

Um adolescente de 13 anos teria sido vítima de racismo dentro do supermercado Comercial Esperança, em São José dos Campos, na tarde da última segunda-feira (3). O caso ocorreu por volta das 16h30, quando o jovem, que havia acabado de sair da escola, foi abordado por dois seguranças após deixar o estabelecimento.

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De acordo com testemunhas, os funcionários revistaram o adolescente em público, pedindo que ele mostrasse o conteúdo da mochila. O garoto estava acompanhado de três colegas brancos, que não foram abordados. Pessoas que presenciaram a cena afirmam que tentaram intervir, alertando os seguranças de que a atitude configurava racismo e violava o Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante proteção contra qualquer forma de violência e constrangimento.

A mãe do menino relatou que o filho foi tratado de forma humilhante. “Ele abordou somente o meu filho, pediu pra ele tirar o material da mochila no chão, apalpou a blusa de frio que ele estava e colocou a mão nos bolsos dele”, contou.

A mulher afirmou ainda que busca justiça pelo ocorrido.

O episódio gerou grande repercussão nas redes sociais e motivou a realização de um ato público no próximo sábado (8), às 10h, no centro de São José dos Campos, em frente ao prédio da antiga Câmara Municipal.

Em resposta ao caso, o Grupo Comercial Esperança divulgou uma nota oficial em sua página no Instagram, na qual repudia toda e qualquer forma de discriminação, preconceito ou racismo. A empresa afirmou ter adotado medidas cabíveis em relação aos envolvidos, reforçando seu compromisso com o respeito e a igualdade.

“Valorizamos cada pessoa que entra em nossas lojas, reafirmando nosso compromisso com o tratamento digno e igualitário a todos. Assim que tomamos conhecimento dos fatos ocorridos em 03/11/2025, em São José dos Campos, adotamos as medidas cabíveis em relação a todos os envolvidos, reforçando nosso compromisso com a conscientização e o respeito à comunidade.”

A nota também destaca que o grupo “não tolera atitudes que atentem contra a dignidade, a igualdade e os direitos de qualquer pessoa” e reafirma o compromisso de manter suas lojas como “um espaço de acolhimento, empatia e respeito”.

Até o momento, não há informações sobre registro de ocorrência policial.

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