Uma tragédia abalou profundamente a comunidade da Praia de Itamambuca, em Ubatuba, na noite desta terça-feira (4). O pequeno Henri Faustino dos Santos, de apenas três anos, morreu após ser atropelado por um ônibus do transporte coletivo municipal, por volta das 19h10, na Rua Manoel Soares da Silva.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o veículo um Mercedes-Benz/Induscar Foz2400U, da empresa Sancetur Santa Cecília Turismo Ltda, era conduzido por um motorista de 46 anos, que seguia em sua rota habitual quando o acidente ocorreu.
Segundo relatos, o ônibus havia parado para o embarque e desembarque de passageiros. Logo após retomar o movimento, o motorista ouviu gritos e parou imediatamente. Ao descer, percebeu que uma criança havia sido atropelada.
Testemunhas contaram à Guarda Civil Metropolitana que o menino havia saído de casa sozinho, sem roupas, e correu até a via pública, passando sob o ônibus no momento em que o veículo arrancava. O motorista não teria visto a criança antes do impacto.
Henri chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O teste do bafômetro realizado no condutor apontou 0,00 mg/L, descartando o consumo de álcool.
A morte do menino causou profunda comoção em toda a cidade. Moradores, amigos e times amadores de futebol manifestaram solidariedade à família. Clubes como Estufa FC, Nova Era FC e Galácticos SG FC publicaram notas de pesar nas redes sociais em apoio ao pai da criança, Nicolas Faustino, atleta bastante conhecido no futebol local.
Além disso, a Prefeitura de Ubatuba também emitiu uma nota oficial lamentando o ocorrido. No comunicado, a administração municipal manifestou solidariedade à família e à equipe da EMEI Maria Alice Leite da Silva, onde Henri estudava. “A Prefeitura de Ubatuba lamenta o falecimento do aluno da Rede Municipal de Ensino, Henri Faustino dos Santos, em decorrência de um acidente na noite de terça-feira (4). A administração municipal, incluindo a Secretaria Municipal de Educação e a equipe da EMEI Maria Alice Leite da Silva, manifesta solidariedade à família, principalmente à mãe do estudante da educação infantil, que presenciou os acontecimentos. Segundo a comunidade escolar, Henry era uma criança amável e cheia de luz. A prefeitura deseja força aos familiares e amigos para superarem esse momento difícil.”
A tragédia também provocou revolta em parte da população. Alguns moradores depredaram o ônibus após o acidente, exigindo a intervenção da Guarda Civil para conter os ânimos e proteger o motorista, que foi acolhido por um morador até a chegada da polícia. O veículo foi removido por outro funcionário da empresa.
O delegado João Marcos Noman de Alencar, responsável pelo caso, afirmou em análise preliminar que não há indícios de imprudência, negligência ou imperícia por parte do condutor. Para ele, trata-se de uma fatalidade imprevisível, causada por um ato espontâneo e inesperado da criança.
Com base no artigo 301 do Código de Trânsito Brasileiro, não foi lavrado auto de prisão em flagrante. O caso segue em inquérito policial, com perícia no veículo e oitiva de testemunhas para esclarecer todos os detalhes do acidente.