Morreu na noite deste domingo (2), por volta das 20h50, em Belo Horizonte, o cantor e compositor Lô Borges, aos 73 anos. Ele morreu em decorrência de falência multipla de órgãos.
O artista, um dos fundadores do Clube da Esquina, estava internado desde o dia 17 de outubro na UTI do Hospital Unimed-BH, onde foi submetido a procedimentos como hemodiálise e traqueostomia após dar entrada na unidade com um quadro de intoxicação medicamentosa.
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Lô, cujo nome de batismo é Salomão, foi um dos representantes proeminentes da MPB (Música Popular Brasileira), sendo um dos fundadores do Clube da Esquina, um grupo de compositores mineiros que despontou nos anos 1960. Do grupo também fazem parte Milton Nascimento, Toninho Horta, Wagner Tiso, Márcio Borges e Beto Guedes.
Na época, o Clube da Esquina trouxe rigor técnico e uma sonoridade nova à MPB, misturando aspectos mineiros com influências de Beatles, jazz, folk, música erudita e rock.
Entre os clássicos de sua autoria estão “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Tudo Que Você Podia Ser”, “O Trem Azul”, “Clube da Esquina nº 2”, “Para Lennon e McCartney” e “Feira Moderna”. Suas composições foram gravadas por grandes artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Nando Reis, Nenhum de Nós, Ira!, e Samuel Rosa, entre outros.
Ao longo da carreira, Lô Borges lançou 17 álbuns de estúdio entre 1972 e 2024, além de 5 discos ao vivo e 2 coletâneas. Segundo dados do Ecad, ele é autor principal de mais de 200 músicas e possui mais de 400 fonogramas registrados.
Ainda não há informações sobre o funeral do artista.