Dez cidades do Vale do Paraíba – 25,64% dos 39 municípios da região – declararam possuir favelas em seus territórios. É o que apontam dados divulgados nessa sexta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As informações integram um bloco da Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais) sobre precariedade habitacional.
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As cidades com a existência de favelas na região são Arapeí, Bananal, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Guaratinguetá, São Sebastião, Ubatuba, São José dos Campos, Tremembé e Jacareí.
Dez cidades do Vale declararam possuir cortiços em seu território. São elas: Arapeí, Bananal, Campos do Jordão, Caraguatatuba, Guaratinguetá, São Sebastião, Ubatuba, Cachoeira Paulista, Lorena e Queluz.
Por fim, as cidades de Ubatuba, Jacareí, Lagoinha e Taubaté afirmaram possuir ocupações em seu território.
Loteamentos irregulares.
Parcela de 97% dos municípios do Vale do Paraíba declarou ter loteamentos irregulares ou clandestinos em 2024, enquanto a presença de favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados foi registrada em 25% das cidades.
Apenas Areias declarou não possuir loteamentos irregulares em seu território. As outras 38 cidades da região confirmaram que tinham esses espaços no município em 2024.
A pesquisa também considerou outras duas situações de precariedade habitacional: ocupações de terrenos ou prédios por movimentos de moradia, presentes em 10,5% dos municípios, e cortiços, casas de cômodos ou construções chamadas de cabeças de porco (25%).
O IBGE afirma que todas as situações de precariedade investigadas no país são mais frequentes em municípios mais populosos. A presença de favelas ou assemelhados, por exemplo, variou de 4% entre as cidades menores, com até 5.000 habitantes, a 95,8% entre as maiores, com mais de 500 mil pessoas.
A divulgação ocorre em momento no qual setores da sociedade brasileira discutem as condições de vida da população periférica, após a realização de uma megaoperação policial na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
A ação é considerada a mais letal da história do país e, segundo o governo fluminense, buscou frear a facção criminosa Comando Vermelho. Parte dos moradores locais, por outro lado, questiona a mortalidade provocada pelas forças de segurança.