CONFERÊNCIA DO CLIMA

Arquiteto do Vale monta palco do Global Citizen na COP 30; VEJA

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Arquiteto Daltro Mendonça e a estrutura do palco do Global Citizen Festival Amazônia
Arquiteto Daltro Mendonça e a estrutura do palco do Global Citizen Festival Amazônia

Ligado ao Vale do Paraíba, o arquiteto Daltro Mendonça, 53 anos, participou da produção e montagem do palco do Global Citizen Festival Amazônia, que marca a abertura da COP 30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, neste sábado (1º) em Belém (PA).

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O palco vai receber grandes nomes da música brasileira e internacional em show pela proteção da floresta Amazônica e do meio ambiente. O festival de música e ativismo reúne artistas e lideranças globais em prol da sustentabilidade.

Participam do evento artistas como Chris Martin, Charlie Puth, Anitta, Gilberto Gil, Seu Jorge, Gaby Amarantos e Viviane Batidão. Entre os apresentadores estão Regina Casé, Mel Fronckowiak, Hugo Gloss e Isabelle Nogueira, com participações especiais de Rodrigo Santoro e Estêvão Ciavatta.

A apresentação acontece no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), em Belém, com abertura dos portões às 16h. A entrada é gratuita. O show terá transmissão ao vivo para todo o mundo. A expectativa é que sejam anunciados investimentos na ordem de R$ 1 bilhão para a proteção da floresta.

Montagem.

Daltro Mendonça é diretor de projetos da GTM Cenografia, empresa sediada em São Paulo e pioneira em eventos corporativos, culturais e esportivos. Com raízes em Guaratinguetá e 25 anos na GTM, o arquiteto está em Belém após meses de trabalho.

Segundo ele, o projeto do palco é da Stufish, escritório de Londres. A GTM foi responsável pelo desenho da estrutura, das soluções e cálculos e por compatibilizar a técnica, além da fabricação, montagem e execução da obra. A produção geral foi da RockWorld, também responsável pelo Rock in Rio e o The Town.

“Foram quatro meses de planejamento, dois de detalhamento executivo, dois meses de fabricação e 10 dias de montagem da cenografia”, disse o arquiteto. "Tivemos cerca de 60 pessoas envolvidas no processo e 30 na montagem."

Com 25 metros de altura, 60m de comprimento e 15m de diâmetro no anel central, a estrutura do palco é feita de bambu e o fundo em matéria natural. Foi utilizado algodão cru, explicou Daltro.

“Por ser bambu, esse projeto de cara levou a gente de volta para a mata, para a floresta. A gente teve que ir lá pesquisar, selecionar as peças, ver como que era a retirada, que é tudo de maneira sustentável. São florestas de bambu específicas. Foi uma experiência muito bacana de voltar para natureza”, contou.

O projeto também conta com tecnologia embarcada, com as lâmpadas de LED para a iluminação da estrutura. “Ele traz uma memória do passado e uma aplicação bem futurista. É o diálogo que a gente precisa ter. Olhar o passado para pensar o nosso futuro.”

Torre de Babel.

O palco utilizou aproximadamente 1.200 peças de bambu, que serão doadas após o evento internacional. Daltro disse que uma das experiências mais marcantes do trabalho foi encontrar pessoas de várias partes do mundo imbuídas de um mesmo propósito.

“No processo de trabalho, a gente se deparou com pessoas de diversos países, da Ilha de Chipre, Austrália, Inglaterra, norte dos Estados Unidos, Argentina, México, França. Foi uma Torre de Babel que, na verdade, foi desmontada”, destacou o arquiteto.

“Nessa torre todos se entenderam em prol de um objetivo comum muito bacana, que é pensar o futuro das florestas, ou seja, o nosso futuro, o futuro da humanidade. Sem floresta, sem água, perdemos todos.”

Daltro também lembrou que, além do aspecto sustentável, o evento movimenta a cidade e toda a sociedade. “A gente vê como é bonito, como traz esperança. Embora a gente veja tanta coisa negativa, há muitas pessoas se juntando aqui, pessoas empenhadas mesmo, é uma luta constante, um trabalho constante. E ver de perto isso nos traz mais esperança. Sabemos que é uma esperança que não é acomodada, é uma esperança ativa. Você tem que estar ativo, se movimentando, buscando sempre lutar por uma causa dessa que é tão nobre, que é a vida do planeta”, disse Daltro.

Daltro Mendonça ao lado do australiano Michael Sheldrick, cofundador do Global Citizen
Daltro Mendonça ao lado do australiano Michael Sheldrick, cofundador do Global Citizen
Estrutura do palco
Estrutura do palco
Palco do Global Citizen
Palco do Global Citizen
Foram usadas cerca de 1.200 peças de bambu
Foram usadas cerca de 1.200 peças de bambu
Palco do Global Citizen
Palco do Global Citizen
Palco do Global Citizen
Palco do Global Citizen
Estrutura do palco
Estrutura do palco
Palco do Global Citizen
Palco do Global Citizen

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