Como a cidade se move?
Na RMVale, o carro é o veículo mais utilizado para deslocamento dos moradores para o trabalho, com 32% dos cidadãos usando o automóvel, segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Os que preferem caminhar para o trabalho representam 25% na região, com a bicicleta e a moto empatados com 13%. Os ônibus aparecem com 10%.
Os números estão rigorosamente na média nacional, segundo o IBGE, que mostra que 32,3% dos brasileiros tem o carro como o meio de transporte mais utilizado no deslocamento para o trabalho.
O automóvel é seguido por ônibus (21,4%), a pé (17,8%) e por motocicleta (16,4%). Esses quatro meios de transporte, juntos, representam 87,9% do deslocamento para trabalho no país. No Vale, eles somam 93%.
Mais carros.
Há cidades do Vale cujos moradores utilizam mais o carro para o deslocamento até o trabalho, superando a média nacional e do país. É o caso de Campos do Jordão (48%), Guaratinguetá (45%), São José dos Campos (43%), Igaratá (41%), Tremembé (41%), Jacareí (40%), Jambeiro (40%), Santo Antônio do Pinhal (39%) e Taubaté (39%).
No entanto, 18 cidades têm índice abaixo da média do Vale, com destaque para Arapeí (21% de uso de carro), Natividade da Serra (22%), Areias (22%), Canas (23%), Piquete (24%) e Ubatuba (25%).
Nas cidades menores, o deslocamento é maior a pé, com índice máximo registrado em São José do Barreiro, na qual 56% dos trabalhadores vão para o serviço a pé. A cidade é a terceira do estado com o maior percentual de deslocamento a pé.
Outras cujos trabalhadores preferem caminhar para o trabalho são Arapeí (48%), Lagoinha (46%), Cunha (44%), Areias (43%) e São Luiz do Paraitinga (41%).
O deslocamento de bicicleta é preferido por 38% dos trabalhadores de Ubatuba, 30% em Canas, 28% em Potim, 28% em Lorena, 27% em São Sebastião, 27% em Caraguatatuba e 21% em Silveiras.
As motos aparecem na preferência de 23% dos trabalhadores em Ilhabela, 23% em Cunha, 20% em Redenção da Serra, 19% em Silveiras, 19% em Lavrinhas, 19% em São Luiz do Paraitinga e 19% em Natividade da Serra.
São José dos Campos é a cidade do Vale que tem o maior percentual dos trabalhadores utilizando ônibus para ir ao serviço: 31%. Na sequência, aparecem Jacareí (26%), Bananal (19%), Redenção da Serra (17%), São Sebastião (17%), Santa Branca (17%)e Ilhabela (16%). Taubaté tem 12%.
Deslocamento.
O IBGE também divulgou que a maioria dos moradores do Vale demora menos de 30 minutos para chegar ao trabalho. Cidade mais populosa da região, São José dos Campos tem 64% dos trabalhadores com deslocamento de até 30 minutos até o local de trabalho – 6% levam até cinco minutos e 9% precisam de um tempo entre uma e duas horas.
Em Taubaté, 79% dos trabalhadores chegam ao trabalho em até 30 minutos, 8% em 5 minutos e 4% precisam de uma a duas horas.
“As informações sobre o deslocamento das pessoas para trabalho e para estudo são fundamentais para o planejamento urbano em diferentes níveis territoriais, fornecendo indicadores seguros relacionados à integração funcional entre localidades. São, portanto, estatísticas que podem contribuir para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, disse Mauro Sergio Pinheiro, analista da pesquisa do IBGE.
“O cenário [do maior uso de carro] reflete o histórico do país em privilegiar rodovias para a integração das cidades e regiões, além do descompasso entre crescimento urbano e oferta de transporte público”, afirmou Pinheiro.
Mulheres.
Censo 2022. Dentre as pessoas que exercem suas atividades de trabalho no domicílio em todo o país, segundo os dados do IBGE, 7,4 milhões são homens (15,1%) e 7,3 milhões são mulheres (19,3%). Já os que trabalham fora de casa, mas no município de residência, são 35,2 milhões de homens (72%) e 26,7 milhões de mulheres (70,7%).
Um contingente de 9,3 milhões de pessoas (10,7%) trabalha fora do município onde reside, a maioria formada por homens (11,6% deles estão nessa situação), somando 5,7 milhões, enquanto 9,5% das mulheres ocupadas (3,6 milhões) trabalham em município diferente daquele no qual moram.
Comentários
1 Comentários
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Sara Miranda 04/11/2025No Jardim das Indústrias mesmo depois das 18h e aos finais de semana os ônibus além de escassos (311 e 320), só tem estas linhas a cada 2 ou 3h... isso se passar. E quando chegam é uma lata de sardinha. Só favorece quem tem carro.