A família do menino Theo Pietro Medeiros, de 10 anos, denuncia negligência médica após a morte da criança em decorrência de um quadro de apendicite supurada. Segundo os familiares, Theo começou a sentir dores abdominais no dia 20 de outubro, quando foi levado pela mãe a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). No local, o menino foi atendido, medicado e liberado.
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O caso aconteceu na última quinta-feira (23), em Águas Lindas de Goiás, cidade do Entorno do Distrito Federal. Dois dias depois, na quarta-feira (22), os sintomas persistiram, e a família retornou à unidade de saúde.
De acordo com a advogada e prima da vítima, Ana Laura Medeiros, os médicos realizaram exames de sangue e raio-x. “O raio-x mostrou acúmulo de fezes, e o exame de sangue, segundo os profissionais, estava normal”, afirmou.
Na quinta-feira (23), Theo voltou à UPA em estado grave. A advogada relatou que o menino chegou ao local em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Segundo Ana Laura, em um dos últimos momentos de vida, a criança teria dito à mãe: “Mamãe, eu não aguento mais. Eu te amo.” A família afirma que só teve confirmação da causa da morte no dia seguinte, quando recebeu o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
“O documento apontou que a causa da morte foi apendicite supurada, quando o apêndice inflamado se rompe e libera pus e fezes na cavidade abdominal”, explicou a advogada. A família cobra apuração e responsabilização dos profissionais envolvidos no atendimento.