Um mês após a morte trágica de Matheus Helfstein, de 20 anos, em um acidente ocorrido em São José dos Campos, o pai do jovem, Ronnie Helfstein, usou as redes sociais para expressar sua dor e saudade. Na postagem, ele compartilhou uma foto com o filho e escreveu uma mensagem emocionada de fé e esperança.
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“Há um mês meu filho partiu para os braços de Deus. A dor da saudade é imensa, mas a fé me sustenta. Sei que Jesus o acolheu com amor e que, mesmo sem entender tudo agora, existe um propósito maior em cada plano do Senhor. Meu coração sente falta, mas minha alma confia: um dia estaremos juntos novamente, diante de Deus, onde não há mais dor, apenas amor eterno”, escreveu Ronnie.
A publicação, feita nesta terça-feira (28), comoveu amigos e seguidores, que enviaram mensagens de solidariedade e apoio à família, ainda abalada com a perda repentina de Matheus.
Prisão.
Na semana passada, a Polícia Civil prendeu o motorista da BMW envolvido no acidente que matou Matheus. A prisão ocorreu após a Justiça decretar a prisão temporária do suspeito, de 37 anos, que pode ser convertida em prisão preventiva. Ele foi levado ao 1º DP (Distrito Policial) de São José.
Segundo o inquérito, o condutor teria consumido bebidas alcoólicas até a madrugada e trafegava em alta velocidade antes da colisão. A investigação aponta a possibilidade de “dolo eventual”, quando o motorista assume o risco de provocar a morte.
O caso.
O acidente ocorreu no fim de setembro, em um trecho da Via Dutra, em São José. Matheus voltava de uma confraternização com amigos em um carro de aplicativo quando o veículo foi atingido pela BMW.
Com o impacto da batida, o carro saiu da pista, atravessou uma área de mato e parou apenas ao atingir um barranco. Matheus foi arremessado para fora e morreu no local.
Segundo a mãe, Isabela Helfstein, o filho era responsável e cuidadoso, e costumava voltar de Uber por segurança.
“Ele nunca me deu trabalho, era super-responsável. Sempre preferia vir pra casa de carro por aplicativo”, contou.
Testemunhas afirmaram ter visto a BMW em alta velocidade momentos antes do acidente, e a família segue cobrando respostas sobre as circunstâncias da colisão. O exame de embriaguez feito no motorista deu negativo, mas as investigações continuam.
De acordo com o advogado Marcelo Galvão, que representa a família, “diversas provas foram coletadas e entregues à polícia, incluindo perícias, depoimentos e apuração de campo”.
A defesa da família pede que o caso seja reclassificado de homicídio culposo (sem intenção de matar) para homicídio doloso, por o motorista ter assumido o risco do resultado fatal.