CRIME

Acusada de arrastar cachorro em SJC está arrependida, diz defesa

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Cachorro foi arrastado
Cachorro foi arrastado

Uma mulher de 58 anos foi multada em R$ 3.000 pela Polícia Militar Ambiental após ser flagrada arrastando um cachorro ao lado de um carro em movimento, em São José dos Campos. O caso, ocorrido na sexta-feira (17), no bairro Campos de São José, também é investigado pela Polícia Civil como possível crime de maus-tratos.

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As imagens que circulam nas redes sociais mostram a motorista conduzindo o carro pela Avenida Antônio da Costa Nunes, enquanto o animal é puxado pela coleira do lado de fora do veículo. Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o carro chegou a passar sobre uma das patas do cachorro, que ficou ferido e sangrando.

A mulher foi identificada como Maria Bomfim Clementino de Lima. Após a confirmação da autenticidade das imagens junto à 6ª Delegacia de Polícia Judiciária, equipes da Polícia Civil e da Polícia Ambiental foram até a residência dela para apurar os fatos.

Em depoimento, Maria afirmou que o cachorro se recusou a entrar no carro, e por isso acabou sendo arrastado por alguns metros, sofrendo ferimentos nas patas.

O advogado de Maria, David Yokoyama, explicou a TV Vanguarda que ela havia ido à casa do filho buscar o animal e que não teve força para colocá-lo no carro devido ao peso, o cachorro pesaria cerca de 40 quilos.

“Ela foi na casa do filho dela, onde o cachorro estava, e foi para dar um banho no cachorro. Ela tentou pegar o cachorro para colocar no carro, porém ele resistiu bastante e, pelo peso do cachorro, que quando passou na veterinária estava pesando 40 kg, ela não conseguiu manualmente colocá-lo no carro. Ela pensou que, andando devagar com o carro, o cachorro iria se cansar de fato e iria aceitar subir no carro  e foi o que aconteceu. O cachorro se cansou e, posteriormente, aceitou”, afirmou o advogado.

Ainda segundo ele, Maria está arrependida e abalada com a repercussão do caso.

“Está arrependida de tudo que ela fez, com toda certeza bastante triste com a situação toda, jamais pensou fazer algo desse tipo, que pudesse prejudicar esse animal. Um animal de família, que sempre foi bem cuidado”, declarou Yokoyama.

O Centro de Controle de Zoonoses foi acionado, mas informou não ter vagas para acolher o animal. Diante disso, o cão foi entregue a um parente da mulher, que ficou responsável por ele como fiel depositário.

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