CRIME

Ele @bus0u de filhas de casal por anos e acabou preso

Por Da Redação | Cuiabá (MT)
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Ele @bus0u de filhas de casal por anos e acabou preso
Ele @bus0u de filhas de casal por anos e acabou preso

Um homem foi preso suspeito de ter abusado sexualmente de duas irmãs durante vários anos. O caso foi descoberto após a mãe das vítimas perceber mudanças de comportamento nas filhas e procurar ajuda. As investigações apontam que os abusos começaram quando uma das meninas tinha cerca de sete anos.

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O crime ocorreu em Cuiabá (MT) e é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica). O suspeito trabalhava para a família há aproximadamente 16 anos, atuando como pedreiro e pintor, e era considerado uma pessoa de confiança. De acordo com a Polícia Civil, a relação de proximidade facilitou a prática dos abusos e o silêncio das vítimas.

A denúncia surgiu quando a mãe notou um comportamento estranho em uma das filhas. Questionada, a criança revelou que o homem a chamava para “brincar” na ausência da mãe — momento em que os abusos aconteciam. A menina contou ainda que o suspeito ameaçava as irmãs, dizendo que poderia “prejudicar ou processar” a mãe caso contassem algo.

O crime é enquadrado como estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena de até 15 anos de prisão. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), os casos desse tipo cresceram 19% em 2024, e mais de 80% das ocorrências envolvem pessoas próximas das vítimas, como parentes ou prestadores de serviço.

A Polícia Civil informou que crimes de violência sexual cometidos por pessoas de confiança tendem a permanecer ocultos por longos períodos, devido à manipulação emocional e às ameaças. “Esses casos exigem uma escuta especializada e abordagem sensível, já que o trauma psicológico costuma dificultar o relato imediato”, explicou um dos delegados responsáveis.

Com base nas provas e depoimentos, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, que foi detido em casa e levado para a sede da Deddica. Ele responderá pelo crime em regime fechado, até nova decisão judicial. A investigação segue para identificar outras possíveis vítimas.

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