O Vale do Paraíba tem um caso confirmado e seis em investigação de intoxicação por metanol, segundo balanço do governo estadual. Todos os casos suspeitos e confirmados foram registrados em São José dos Campos. A região também tem 13 casos descartados.
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Entre os casos descartados, além de sete em São José, as cidades que tiveram registros são Caraguatatuba (3) e um caso cada em Jacareí, Lorena e São Sebastião.
Em todo o estado de São Paulo, a Secretaria da Saúde contabiliza 38 casos confirmados, além de 43 em investigação e 369 descartados. O balanço foi publicado nessa sexta-feira (17).
O governo de São Paulo informou que mantém um gabinete de crise ativo para coordenar as ações da administração estadual no enfrentamento aos casos.
A mobilização resultou em três operações nos últimos dois dias. Na sexta (17), a Polícia Civil cumpriu sete mandados em uma operação contra suspeitos de falsificar e adulterar bebidas alcoólicas. A ação foi um desdobramento da operação realizada na semana passada que desmantelou uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo.
Na ocasião, uma mulher apontada como responsável pela fábrica clandestina foi presa em flagrante. Nesta sexta, a polícia descobriu que familiares da suspeita também estão envolvidos no esquema.
Na quinta, a Polícia Militar prendeu em flagrante um homem de 28 anos responsável por um esquema de falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas em uma adega na Vila Formosa, em Campinas.
Durante a ação, os policiais encontraram o estabelecimento em condições insalubres, com diversas bebidas vencidas, embalagens avariadas e fortes indícios de adulteração nos rótulos.
Fazenda.
A Secretaria da Fazenda também mobilizou equipes na quinta-feira, numa nova fase da operação “Gota a Gota”. A investigação aponta a ligação entre um dos fornecedores de bebidas e dois bares onde foram constatadas vítimas de intoxicação após o consumo de bebidas destiladas adulteradas.
Dez alvos nas cidades de Guarulhos (6), Osasco (2) e na capital paulista (2) foram alvo de fiscalização. Oito deles não foram encontrados nos endereços declarados ao fisco, o que é um indício que as notas emitidas para estes estabelecimentos são “frias”. Por isso, as oito empresas tiveram inscrições estaduais suspensas.
Com a operação, sobe para 23 o número de estabelecimentos com inscrições estaduais suspensas preventivamente. Com a medida, essas empresas não têm mais a permissão de emitir notas fiscais, comprar ou vender mercadorias.
Reforçando os trabalhos de fiscalização, o Procon-SP esteve em 22 estabelecimentos que comercializam bebidas entre os dias 13 e 17, não encontrando bebidas suspeitas de adulteração ou falsificação; em 14 desses estabelecimentos, no entanto, foram encontradas irregularidades relacionadas ao Código de Defesa do Consumidor.
São José.
Na semana passada, uma fábrica clandestina de cachaça foi interditada na região norte de São José dos Campos. O local funcionava nos fundos de um empório.
O responsável pelo local, um homem de 44 anos, foi preso em flagrante pelo crime de falsificação de produto destinado a consumo humano. O estabelecimento também foi autuado e interditado por falta de alvará e licenciamento sanitário.
Na vistoria, os agentes encontraram tonéis cheios de líquidos sem identificação, além de garrafas, tampas, rótulos e materiais utilizados para envase e rotulagem.
O ambiente apresentava condições insalubres, com sinais de presença de insetos e roedores, além de um frasco contendo clorpirifós, produto altamente tóxico e impróprio para qualquer processo de produção de bebidas.
A equipe do Instituto de Criminalística coletou amostras que serão analisadas em laboratório para verificar a composição química e identificar possíveis substâncias nocivas, como o metanol.