O desespero de uma mãe.
A lavradora e dona de casa Rosimeire Silva, 49 anos, busca respostas para a tragédia que se abateu sobre a sua família. O filho dela morreu em um acidente de trânsito na rodovia Presidente Dutra, em Aparecida, em circunstâncias que ela ainda desconhece.
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Francisco José da Silva faleceu 10 dias após o aniversário de 34 anos. Ele estava trabalhando com cobrança e morreu em um acidente de motocicleta na altura do km 71 da Dutra, por volta das 16h da última segunda-feira (13).
A concessionária RioSP, que administra a rodovia, informou que o condutor da moto bateu contra a sinalização do canteiro central. As equipes de resgate foram acionadas, mas a vítima não resistiu e morreu.
Rosimeire mora no Povoado Estreito, zona rural de Buriti dos Lopes, no estado do Piauí, e tenta descobrir o que aconteceu com o filho, que morava em Taubaté há 15 anos. Ele era casado e tinha uma filha de 10 anos.
Drama de uma mãe.
“Não sei o que aconteceu com ele, o que causou o acidente. Se alguém bateu nele. Isso me angustia. Minha nora falou que um caminhão teria jogado ele no canteiro, e ele bateu. Não sei nada o que aconteceu. Minha nora também não sabe. Se uma pessoa fez isso, ela fugiu e caiu fora, e não vai acontecer nada”, lamentou a mãe, que tem duas filhas casadas.
Procurada, a concessionária informou que não tem mais dados sobre a ocorrência. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o acidente. O espaço segue aberto.
O corpo de Francisco foi enterrado no Cemitério Municipal de Taubaté. A família não teve recursos para levá-lo até o Piauí.
Rosimeire pede que as autoridades esclareçam o que aconteceu com Francisco para que ele colidisse contra a sinalização do canteiro central. Segundo ela, ele era uma pessoa “calma, trabalhadora e que vivia para a família”.
“Ele trabalhava como entregador de moto e acho que, no dia do acidente, fazia uma cobrança. Creio que ele ia para Aparecida”, afirmou a mãe. “Tudo o que mais quero é descobrir o que aconteceu com meu filho, se alguém foi responsável pela morte dele. Se foi, que seja punido”.