A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, nesta semana, um homem que se passava por pai de santo, apontado como líder de um grupo acusado de aplicar golpes com falsos rituais espirituais. A prisão foi realizada em Jacareí, com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça. A operação também cumpriu mandados em Cotia e Itapevi, na Grande São Paulo.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
De acordo com as investigações, a quadrilha teria movimentado mais de R$ 376 mil em poucos meses, explorando vítimas emocionalmente fragilizadas com promessas de “trabalhos espirituais” para resolver problemas amorosos e financeiros. Os criminosos atuavam por meio de redes sociais, onde atraíam pessoas e as induziam a fazer transferências bancárias.
Em um dos casos, uma vítima perdeu R$ 184 mil após ser convencida de que os rituais trariam o parceiro de volta. Quando hesitou em pagar novas quantias, passou a ser ameaçada de exposição pública. Em outra situação, o grupo chegou a exigir a compra de um bode preto de R$ 1,5 mil para concluir um falso ritual.
Para sustentar as cobranças, os golpistas enviavam prints adulterados de supostas conversas com gerentes bancários e empresários, simulando credibilidade. Além do líder, quatro comparsas foram presos. A polícia identificou ainda que os suspeitos utilizavam múltiplas contas bancárias para ocultar o destino do dinheiro e dividir os valores entre os integrantes.
A Polícia Civil destacou que os criminosos se aproveitavam da fragilidade emocional das vítimas e reforçou a importância de denunciar práticas suspeitas. Segundo a corporação, a denúncia precoce foi essencial para desarticular o esquema.