VERSÃO DA DEFESA

Mãe de Issac nega participação em agressão ao filho: 'Sofrimento'

Por Da redação | Pindamonhangaba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Isaac permanece internado no Hospital Regional de Taubaté
Isaac permanece internado no Hospital Regional de Taubaté

A mãe do menino Isaac Amaral Nunes, de 7 anos, que ficou em coma após ser brutalmente agredido pelo padrasto em Pindamonhangaba, negou qualquer participação e envolvimento na violência contra o filho. Ela disse que passa por um grande sofrimento ao ver Issac em “situação de vulnerabilidade e angústia”.

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A declaração foi dada por meio de uma advogada que representa a mãe de Isaac. “Ressaltamos que o maior sofrimento para uma mãe é ver seu filho envolvido em uma situação de vulnerabilidade e angústia. Seu foco e sua dor estão inteiramente voltados para o bem-estar e o apoio ao menor neste momento delicado”, diz a nota divulgada pela defesa da mãe do menino nessa terça-feira (14).

Isaac acordou do coma no começo da noite de segunda-feira (13), no Hospital Regional de Taubaté. Ele permanece internado sob cuidados médicos, mas com melhora significativa no quadro clínico após dias de incerteza e apreensão.

Violência.

A agressão aconteceu na noite de sexta-feira (10), durante uma confraternização em uma adega na rua Agenor Pereira, no bairro Jardim Santa Cecília, em Pindamonhangaba.

Segundo o boletim de ocorrência, o padrasto, Alexandre Cafalloni da Rosa, havia consumido bebidas alcoólicas e se irritou com o menino após ele perder uma rodada de um jogo. Em um ataque de fúria, o homem agarrou a cabeça da criança e a bateu várias vezes contra o chão, provocando fraturas graves no crânio e no rosto.

Após o crime, Alexandre e a mãe do garoto levaram Isaac ao hospital e tentaram enganar a equipe médica, alegando que o menino havia caído de uma cadeira. Uma enfermeira desconfiou das lesões e acionou a polícia. O agressor fugiu, enquanto a mãe foi contida por funcionários até a chegada dos policiais.

A Polícia Civil montou uma força-tarefa para localizar o suspeito. Em menos de 72 horas, agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Pindamonhangaba, com apoio da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), prenderam Alexandre.

Colaboração.

A defensora disse que a mãe de Isaac compareceu “espontaneamente e prestou depoimento formal” perante o delegado titular responsável pelo caso.

“Durante o depoimento, a genitora demonstrou total cooperação com as autoridades, fornecendo todas as informações solicitadas e colaborando integralmente com a investigação em curso, buscando rápida e completa elucidação dos fatos”, diz trecho da nota.

A advogada destacou que “é fundamental reiterar que a genitora não possui qualquer participação ou envolvimento no fato ocorrido” e negou que a mãe esteja protegendo o agressor do filho.

“A defesa lamenta profundamente as especulações e o julgamento sumário por parte de alguns populares, que têm imputado à mãe a acusação de estar protegendo o agressor”, afirmou.

“Solicitamos à mídia e à população o devido respeito ao sigilo das investigações e à presunção de inocência, bem como a consideração pela dor e pelo momento difícil que a família está enfrentando”, completou a defensora.

Armas.

Durante as buscas ao padrasto da criança, os policiais encontraram uma pistola calibre 9 mm, 80 munições e armas de airsoft na residência do casal.

A Justiça decretou a prisão temporária do agressor, e o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado, podendo ser reclassificado, dependendo da evolução médica de Isaac.

“A prioridade agora é garantir a recuperação total da criança e responsabilizar o agressor dentro da lei”, informou um investigador.

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