A morte de Lucas Pereira de Oliveira, de 18 anos, comoveu moradores do bairro Perequê-Açu, em Ubatuba. O jovem foi baleado na cabeça na noite de 22 de setembro e morreu dois dias depois, no hospital.
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Na madrugada da última terça-feira (30), cerca de 50 pessoas se reuniram na Praça da Baleia para prestar uma homenagem e pedir justiça. Amigos e familiares vestiram camisetas com a imagem de Lucas em sua motocicleta, veículo que ele havia comprado há pouco tempo e que representava um sonho realizado.
Durante o ato, os participantes exibiram cartazes com frases como “E se fosse um filho seu?”, “Sempre te amaremos” e “Para sempre em nossos corações”, além de mensagens de solidariedade. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, amigos descrevem o jovem como trabalhador, prestativo e querido pela vizinhança.
A família pede que qualquer informação sobre o crime seja encaminhada à Polícia Civil, que segue investigando o caso.
O crime.
O atentado ocorreu na rua Praia da Almada, próximo ao rio, quando Lucas estava em uma motocicleta com um amigo. Segundo relatos, eles haviam saído de uma padaria e, ao seguirem pela via, foram abordados por dois homens em outra moto.
O passageiro do veículo suspeito, que carregava uma bolsa, teria ordenado que os jovens parassem, mas eles aceleraram na tentativa de fugir em direção à casa de um deles. A dupla iniciou uma perseguição e, durante o trajeto, três tiros foram disparados — um deles atingiu a cabeça de Lucas.
No local do crime, a perícia encontrou uma cápsula deflagrada, uma munição intacta e vestígios de sangue em frente à residência da vítima, onde a moto parou após o ataque.
Lucas foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com vizinhos, o jovem não tinha envolvimento com atividades ilícitas e era conhecido por ser dedicado e trabalhador, o que aumentou a comoção e a cobrança por justiça na cidade.