Moradores de Taubaté vão se reunir neste sábado em manifestação contra o corte de árvores na Praça Monsenhor Silva Barros (Praça da Eletro), no Centro da cidade, onde será instalada uma unidade da loja Havan.
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O ato está marcado para 14h, em protesto à supressão e poda de árvores saudáveis no local, motivadas pela construção da loja. A data foi escolhida por ser Dia de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia e dos animais.
Segundo a organização, a mobilização tem como base a norma ABNT NBR 16246:3, que estabelece critérios técnicos para a avaliação de risco em árvores urbanas.
De acordo com análise independente, não foi comprovado risco iminente de queda que justificasse a remoção das árvores, e os relatórios apresentados pela Prefeitura são “considerados incompletos e tecnicamente falhos”, sem respaldo na metodologia TRAQ (Tree Risk Assessment Qualification), padrão internacional para avaliação de risco arbóreo, afirmou a organização do evento.
Outro ponto de preocupação é que os profissionais que realizaram os serviços não possuem certificação internacional de arborista, exigida para esse tipo de intervenção, segundo as diretrizes da ISA (International Society of Arboriculture). Também faltou comunicação formal à população e transparência no processo decisório.
“No Dia de São Francisco, símbolo maior da harmonia com a natureza, a população de Taubaté se une para defender seu patrimônio verde, exigir respeito às normas ambientais e garantir a preservação de suas praças e espaços públicos”, disse a organização.
Polêmica.
No dia 7 de agosto, a Prefeitura de Taubaté cortou uma figueira centenária de 25 metros de altura na Praça da Eletro. Outras 13 árvores também foram cortadas no mesmo local. A praça está sendo revitalizada pela Havan.
Em entrevista a OVALE, o prefeito Sérgio Victor (Novo) disse que o corte de árvores deu-se por “questões de segurança” e com base em laudo técnico que apontava “o risco para a população” da manutenção da árvore.
Segundo ele, a supressão estava prevista após um laudo técnico apontar a remoção por motivo de segurança, e acabou antecipada após um incêndio na semana anterior, que teria sido criminoso. O fogo causou danos ao tronco e comprometeu a estrutura de sustentação da árvore.
"A decisão foi antecipada após um incidente ocorrido na madrugada desta sexta-feira [1º], quando houve uma tentativa de atear fogo na base da árvore, utilizando um buraco existente em seu interior como foco da queima. A ação foi contida pela Defesa Civil, mas agravou ainda mais as condições estruturais do vegetal, que já apresentava riscos", informou a Prefeitura de Taubaté.