A reitora da Universidade de Taubaté, Nara Lúcia Perondi Fortes, disse que a Havan vai pagar R$ 153 mil por mês à Unitau pelo aluguel do prédio que fica na Praça Monsenhor Silva Barros (Praça da Eletro).
O espaço era utilizado como centro de compras desde 1971, mas estava sem uso desde o fim de 2022, quando terminou o contrato com o Grupo Pão de Açúcar. A Havan venceu a licitação promovida pela Unitau e vai alugar o imóvel por 15 anos.
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“Tinham outras empresas que a gente ouvia falar, mas não se candidatavam. E aí a gente colocou, foi um processo transparente, liso. Só ele [Havan] se interessou e alugou o prédio. Ele tem todo esse tempo até a abertura da loja, sem pagamento de aluguel, que vai custar R$ 153 mil”, disse Nara Lúcia durante episódio de “Líderes”, o podcast de economia, política e sociedade de OVALE.
Apresentado pelo jornalista Hélcio Costa, diretor de Relações Institucionais de OVALE, “Líderes” está disponível nos canais do jornal no Youtube e Spotfy, além das redes sociais.
Confira trecho da entrevista com a reitora da Unitau.
Foi um bom negócio para a Unitau? A solução foi o que a sra. queria para aquele espaço?
Bom, quando o Pão de Açúcar entregou o prédio, foi também pós-pandemia, outra estrutura que eles pensaram de loja, enfim, entregaram o prédio. Nós ficamos realmente preocupados. Inclusive a gente fez um contingenciamento nas contas por conta do aluguel que nós deixamos de receber.
Quanto o Pão de Açúcar pagava, professora?
R$ 310 mil quase por mês. Mais de R$ 3 milhões. Na época, para nós, foi assim outro desafio. A gente teve que trabalhar com a não arrecadação. Colocamos para alugar e não tínhamos interessados. Tínhamos a prefeitura interessada, mas sem dinheiro para pagar. E eu fui firme nessa questão. Porque a gente vinha defendendo a Universidade de Taubaté.
E quando resolvemos, e que não foi uma decisão minha, foi uma decisão da equipe do grupo gestor, vamos então fazer o grande centro de convenções da Unitau. Fizemos uma feira inclusive da universidade, investimos na segurança, a gente fechou o prédio, enfim. De repente veio a proposta da Havan.
Nós já estávamos fazendo as tratativas com o gerente de Taubaté. E, de repente, o ‘véio’ da Havan [Luciano Hang, dono da Havan] chegou a visitar a loja da Taubaté. O gerente falou para ele que tinha e tal, porque é o momento da empresa de expansão. E foi até lá, conheceu, eu quero. Aquele momento entrando. Mas não é assim, tem um edital, é público. Porque tinha outras empresas que a gente ouvia falar, mas não se candidatavam. E aí a gente colocou, foi um processo transparente, lícito. Só ele se interessou e alugou o prédio. Ele tem todo esse tempo até a abertura da loja sem pagamento de aluguel.
Quanto é o aluguel?
É R$ 153 mil.