A disputa pela herança milionária do jornalista Cid Moreira, que nasceu em Taubaté e morreu em 3 de outubro do ano passado, aos 97 anos, teve uma grande reviravolta.
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Um laudo de perícia grafotécnica, anexado ao processo judicial, concluiu que as assinaturas no testamento do apresentador são falsificadas.
O documento em questão é o que deserdou os dois filhos de Cid, Roger e Rodrigo, e destinou toda a fortuna para a viúva, Fátima Sampaio.
Segundo o perito, os traços na assinatura são compatíveis com um grafismo “senil e debilitado” e apresentam tremores e oscilações não naturais.
Com base no laudo, a defesa dos filhos agora pede a anulação do testamento. Eles também acusam a viúva de vender bens e transferir milhões para o exterior. A nova evidência pode mudar completamente o rumo da disputa judicial pela herança.
Os irmãos deserdados do testamento do pai acusam a viúva de vender 11 dos 18 imóveis do comunicador, transferir R$ 40 milhões para o exterior e manter Cid em cárcere privado. O apresentador assinou o testamento aos 96 anos, e os traços no papel teriam ficado com "oscilações não naturais".
Os irmãos chegaram a tentar a interdição do Cid Moreira na justiça. Agora, eles contrataram um perito grafotécnico e o laudo foi anexado ao processo em que eles tentam anular o testamento, nessa semana.
O perito pede que a justiça determine a produção de prova pericial, grafotécnica e médica para a apuração da real capacidade física e mental de quem assinou o documento, e que compare com outras assinaturas de Cid Moreira. O profissional recomendou a suspensão do testamento até a conclusão das perícias.
A viúva de Cid Moreira ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto.