Amigos criaram uma corrente de solidariedade para confortar os pais da jovem Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, brutalmente assassinada após ter sido estuprada por cinco homens em uma adega de Ubatuba.
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Os pais da jovem são servidores da Rede Municipal de Educação de Jundiaí, cidade natural da garota. O pai também é pastor.
Nas redes sociais, centenas de mensagens prestam solidariedade à família e pedem justiça para a morte de Sarah.
“Que o nosso Deus conforta o coração de vocês eu sei o que é a dor de perder um filho é uma dor insuportável”, disse Dora de Lima.
“Pastora, que Deus console seu coração e da família..eu conheço bem a dor que está sentindo”, afirmou Adriana Zafalon.
Laíde Souza comentou: “Sem palavras pra expressar tamanha dor. Sou mãe também. Estou orando por vocês, pais e familiares. Que Deus conforte e os envolva com seu amor e proteção”.
Silvia Marcello escreveu: “Queridos Tânia e pastor Leonardo, que triste estou por vocês. Nem imagino a dor. Só Deus para confortar vocês. Recebam todo refrigério dele”.
O prefeito de Jundiaí, Gustavo Martinelli, se pronunciou nas redes sociais sobre o crime que vitimou a jovem. Em nota de pesar, o chefe do Executivo municipal manifestou “profunda tristeza e indignação” pelo “brutal assassinato” de Sarah.
“Me solidarizo com os pais de Sarah, dedicados servidores da nossa Rede Municipal de Educação, e me coloco à disposição da família”, disse ele.
O prefeito também destacou a necessidade de que o caso seja apurado com rigor e urgência, para que a Justiça seja feita.
O crime.
Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, confessou ter matado a jovem e indicou à polícia a localização do corpo, na última sexta-feira (15). Em depoimento, ele disse que a jovem foi estuprada por cinco homens em uma adega de Ubatuba. A violência sexual teria sido filmada pelos agressores. A informação foi divulgada em primeira mão por OVALE.
Sarah passava uns dias em Ubatuba e estava desaparecida desde 9 de agosto, quando foi encontrada morta na sexta, enterrada em uma área de mata próxima a uma cachoeira no bairro Rio Escuro.
Por determinação da Justiça, mesmo após ter confessado o crime, Alessandro foi solto na sexta-feira. O Ministério Público vai recorrer da decisão.
“É muito injusta essa decisão, ele não sabe a dor que minha casa está passando, e nem a brutalidade que fizeram com minha filha”, disse o pai de Sarah, em postagem nas redes sociais.
Adega.
De acordo com a polícia, Alessandro relatou que Sarah estava em uma adega, do bairro Rio Escuro, e que chegou ao local por volta de 23h, de domingo (10). Ele diz que, até então, “estava somente ela (Sarah) de mulher e mais homens”.
Ele relata os cinco homens teriam abusado da jovem. Ela teria sido obrigada a fazer sexo oral nos cinco. A delegada questiona se o ato praticado foi voluntário, mas Alessandro disse que "nada foi voluntário". A polícia teria vídeos do que aconteceu neste momento.
Após o abuso, segundo Alessandro, Sarah o acompanhou até a casa dele, onde teriam tido uma relação sexual. Na sequência, teria ocorrido uma briga entre eles e Alessandro, sob efeito de bebidas e drogas, a enforcou e depois enterrou o corpo.
O Ministério Público informou neste sábado (16) que vai recorrer da decisão da Justiça, que libertou Alessandro.