A maior dor do mundo.
A família de Sarah Picolotto dos Santos, de 20 anos, que havia desaparecido na noite do último dia (9), orava para que ela voltasse com vida. Moradora de Jundiaí, a jovem havia ido a Ubatuba, para visitar um amigo que conheceu via internet, e tinha desaparecido.
Nas redes sociais, na última quinta-feira (14), o pastor Leonardo Pereira dos Santos, pai da jovem, revoltado com a falta de empatia nos comentários sobre o caso na internet, desabafou, indicando que já temia o pior e criticando a falta de empatia das pessoas.
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"Como temos visto muitos comentários maldosos, venho por essa postagem dizer que é sério a situação ok, quem tiver alguma informação ajude. Detalhe: a minha filha possivelmente pode estar morta e muitos nem empatia tem com um ser humano", criticou. "Minha filha curtia a vida (...), usava drogas (...), gostava de baile funk (...), mas me diga aí hojej essa juventude, quem não faz isso, julgar é fácil, mas a realidade de pai e mãe não é", disse.
Nesta sexta-feira (15), um dia depois da postagem, a tragédia se confirmou: o corpo de Sarah foi encontrado pela polícia, em Ubatuba. A jovem foi assassinada e há suspeita de que tenha sofrido um estupro coletivo. Um homem, que confessou o crime e levou os policiais até o corpo, foi liberado pela Justiça. "Absurdo", revoltou-se o pai.
O crime.
Sarah pode ter sido morta após sofrer um estupro coletivo em Ubatuba, de acordo com a Polícia Civil. Essa é uma das linhas de investigação sobre a morte da jovem, que estava desaparecida desde a noite do dia 9 e foi encontrada sem vida nesta sexta-feira (15).
Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, confessou o crime e foi preso. Ele indicou à polícia a localização do corpo da jovem, que foi achado enterrado próximo a uma cachoeira no bairro Rio Escuro.
Moradora de Jundiaí, Sarah era filha de um pastor e estava em Ubatuba passeando. Ela estava hospedada na casa de um amigo que havia conhecido pela internet, identificado como W.S.A., onde seus pertences foram localizados no último dia 12, quando a mãe da jovem registrou o desaparecimento da filha.
Investigação.
Nas diligências desta sexta, investigadores receberam informações sobre o possível local onde o corpo estaria. Durante o trajeto, uma testemunha relatou que Alessandro teria confessado o homicídio e o convenceu a se apresentar à polícia. Ele, então, indicou o ponto exato onde havia enterrado Sarah.
De acordo com o boletim de ocorrência, Alessandro afirmou que teria enforcado Sarah após manter uma relação sexual com a jovem. Em seguida, o corpo teria sido arrastado até uma área de mata e coberto com folhas e vegetação. As roupas e o celular de Sarah foram jogados em um rio.
Estupro.
Segundo o boletim, a polícia, porém, analisa ainda outra linha de investigação. A suspeita é que, momentos antes de ter sido morta, Sarah teria sofrido um estupro coletivo, após ela e quatro homens saírem para beber em uma adega. A jovem teria sido obrigada a praticar sexo oral com quatro homens, entre eles Alessandro. Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e sexológico.