A missa de sétimo dia em memória de Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos, será realizada nesta quinta-feira (19), às 19h30, na Paróquia Frei Galvão, localizada no bairro Chácara Silvestre, em São José dos Campos. Mariana, carinhosamente chamada de "Mari" por familiares e amigos, morreu no último dia 8 de junho.
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A cerimônia será aberta ao público e deve reunir familiares, amigos e membros da comunidade para orações e homenagens. A iniciativa tem como objetivo manter viva a lembrança de Mariana e oferecer conforto às pessoas próximas.
Caso investigado como feminicídio
A Polícia Civil de Taubaté investiga a morte de Mariana como feminicídio. O corpo da jovem foi encontrado três dias após seu desaparecimento, em uma propriedade rural onde o ex-namorado, Luiz Felipe, trabalhava como caseiro. A vítima estava enterrada em uma cacimba, juntamente com objetos pessoais, como um par de botas e o celular, que foi localizado enrolado em uma sacola.
O suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. Segundo a polícia, ele inicialmente negou envolvimento, mas acabou confessando o local onde enterrou o corpo, após pressão dos investigadores e da família.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Taubaté.
Defesa alega suicídio
O advogado de defesa, Hélio Barbosa, afirmou que Luiz Felipe nega ter assassinado Mariana. Ele alega que a jovem teria tirado a própria vida após uma discussão, e que o acusado, em choque, teria ocultado o corpo por medo. A versão apresentada pela defesa inclui uma tentativa frustrada de reanimação e o enterro improvisado da vítima.
A narrativa, no entanto, é contestada pela família. A irmã de Mariana, Gabriela da Costa, declarou que a jovem vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro e que já havia relatado ameaças anteriores. Ela também afirma que a última mensagem de Mariana dizia que "não dava mais certo" com Luiz Felipe, e que ela sairia de casa na manhã seguinte para levar a filha ao médico — o que não aconteceu.
Mobilização por justiça
Familiares e amigos de Mariana têm se mobilizado nas redes sociais para pedir justiça e um júri popular para o acusado. O caso ainda está em fase de investigação, e a polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime.