Uma cratera que se abriu na rua dos Tucanos, na Vila Tatetuba, zona leste de São José dos Campos, tem tirado o sono dos moradores. O buraco, que surgiu após fortes chuvas do último fim de semana, já ocupa boa parte de um cruzamento e oferece riscos ao tráfego de veículos e pedestres — além de ameaçar a estrutura das casas ao redor.
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Raísa, moradora da região há 32 anos, relata que tudo começou com um pequeno buraco, mas que a situação piorou depois de uma tentativa frustrada de reparo. “Chamaram para arrumar, abriram mais ainda e deixaram o buraco exposto por semanas. Veio a enchente, e o que era pequeno virou essa cratera enorme”, desabafa.
A situação é agravada por um problema crônico de alagamentos no bairro, como aponta a própria Raísa. “Desde criança eu vejo enchente aqui. Chove e a água sobe. A cada nova enchente, o buraco aumenta.”
Dona Rosângela, que vive no local há mais de 40 anos, também comentou sua frustração. “Isso aqui não é de hoje. O bairro sempre teve problema com alagamento, mas agora virou um risco real. A rua está cedendo, o asfalto afundando. E a gente vive com medo.”
Segundo os moradores, uma tubulação rompida pode estar na origem do problema. Eles também alertam para a presença de tubos de gás no local, o que aumenta o risco de acidentes. “Imagina um deslizamento aqui com essa tubulação de gás? É muito perigoso”, afirma Kevin, outro morador.
Além dos transtornos estruturais, o buraco já provocou prejuízos materiais. Um vizinho quase perdeu o carro, que foi tomado pela água durante uma enchente recente.
Apesar das reiteradas reclamações, os moradores relatam que a resposta do poder público tem sido insuficiente. “Vêm aqui, olham, entregam água sanitária depois da enchente e somem. A gente se sente abandonado”, diz Rosângela.
A Prefeitura de São José dos Campos informou, por meio de nota, que técnicos já estiveram no local, analisaram o problema e um projeto para obras de recuperação do asfalto e da tubulação está em andamento. A administração garante que a execução acontecerá “em breve”, mas os moradores estão céticos.
“Estamos desacreditados. Quantas vezes já prometeram e nada aconteceu?”, questiona Raísa.