A cada dia, em média, o estado de São Paulo tem 30 estupros de vulneráveis consumados, segundo dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública). Essas são vítimas com menos de 14 anos ou que não têm capacidade de consentir com o ato sexual.
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O número dá a dimensão do desafio da segurança pública em conseguir reduzir a violência contra as mulheres, que celebram neste sábado (8) o Dia Internacional da Mulher. Na segurança, contudo, há pouco a se comemorar.
Nos últimos 12 meses, de fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, o estado acumula 10.736 estupros de vulneráveis, média de 29,41 por dia. O número de estupros consumados é de 3.323, média de 9 por dia.
Para piorar, a morte violenta de mulheres tornou-se um dos maiores desafios para a segurança pública no estado de São Paulo.
De acordo com os dados oficiais da série histórica da SSP, uma mulher é morta no estado a cada dois dias, em média.
O estado registra 249 mulheres assassinadas nos últimos 12 meses, média de 0,68 por dia. Trata-se do maior número de feminicídios desde 2018, quando o crime passou a ser contabilizado separadamente no estado.
Considerando os homicídios dolosos, os dados apontam 410 registros em um ano, média de 1,12 casos por dia.
Já a tentativa de homicídio alcançou 1.248 casos nos últimos 12 meses, o que dá 3,42 registros por dia, em média.
“As mulheres estão sendo cada vez mais violentadas, por isso existe uma reincidência muito alta nas medidas protetivas ", disse Marcela Andrade, do Centro Dandara de São José dos Campos, que atende mulheres vítimas de violência.