Carlos Veiga Filho, 61 anos, ex-professor do tradicional colégio Rio Branco, de São Paulo, foi condenado em julgamento na última sexta-feira (28) a 40 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável.
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Ele foi condenado por abusar de três adolescentes que eram seus alunos no colégio Libere Vivere, em Serra Negra, no interior paulista. Veiga Filho, que dava aulas nessa escola desde 2014, está preso desde junho do ano passado.
Os casos ocorreram até meados de 2023 em um apartamento e nas dependências do colégio. Segundo a denúncia, o ex-professor "praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal" em alunos com menos de 14 anos.
Ele foi demitido da escola após as primeiras denúncias. O caso corre em segredo de Justiça. O ex-professor teria fotografado e filmado cenas pornográficas envolvendo as vítimas. Ele era professor de história e dava aulas de teatro no contraturno.
Veiga Filho é acusado de ter abusado de alunos por mais de 30 anos. Após a prisão de Veiga vir à tona pelas denúncias em Serra Negra, ex-alunos do Colégio Rio Branco se manifestaram afirmando também terem sofrido abusos quando foram alunos dele, entre 1986 e 2003.
Ele ambém é investigado por armazenamento de centenas de fotos de crianças e adolescentes nus. As imagens são em contextos sexuais em um HD externo de um terabyte. O laudo foi obtido com exclusividade pelo UOL em janeiro e faz parte do processo aberto na cidade de Serra Negra (SP). Procurados à época, os colégios não se manifestaram sobre os casos.
Ex-professor negou abuso. "Os rituais tinham outra conotação (...). Não havia conotação de sexo (...). O benzimento em si era uma forma de energização", disse.
“O réu ganhou a confiança das vítimas e se ofereceu para submetê-los a terapias holísticas, afirmando ser detentor da capacidade de medir a energia vital dos corpos das vítimas por meio de aferição da frequência dos 'chakras' (...). O réu orientava as vítimas a ficarem nuas e realizava uma espécie de ritual, durante o qual as apalpava de maneira lasciva, sob o pretexto de 'sentir a energia que emanava dos corpos delas”, diz trecho da sentença.
* Com informações do portal UOL