APOIO À INDÚSTRIA

Nova Indústria Brasil terá R$ 112,9 bi para tecnologia de defesa

Por Da redação | Brasília
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Ricardo Stuckert / PR
CEO da Embraer (esq.) entre o presidente Lula e os ministros Fernando Haddad e Luciana Santos
CEO da Embraer (esq.) entre o presidente Lula e os ministros Fernando Haddad e Luciana Santos

Em evento que marca um ano da NIB (Nova Indústria Brasil), o governo federal lançou as metas da Missão 6, focada em tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacionais. O programa beneficia diretamente a Embraer e diversas indústrias do setor aeroespacial e de defesa instaladas na RMVale.

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Em evento nesta quarta-feira (12), em Brasília, o governo federal apontou investimentos públicos e privados de R$ 112,9 bilhões na Missão 6, que busca ampliar o domínio brasileiro em áreas como radares, satélites e foguetes.

A meta é o Brasil alcançar 55%, em 2026, e 75%, até 2030, em domínio tecnológico em áreas de interesse para a soberania e defesa nacional. Hoje o patamar é de 42,7%.

O lançamento contou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin (PSB), ministros e representantes da sociedade civil e do setor produtivo, entre eles o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, que anunciou R$ 20 bilhões de investimentos até 2030.

Para Alckmin, a Missão 6 da NIB vai impulsionar o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação, dando mais competitividade à indústria nacional.

“A indústria da defesa é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, que também podem ser aplicadas em serviços para o nosso dia a dia, como o GPS. Com a Nova Indústria Brasil, vamos fortalecer a indústria nacional e ampliar o potencial brasileiro sobre tecnologias de alto nível, aumentando a competitividade dos produtos no mercado internacional”, avalia Alckmin, que citou o cargueiro multimissão KC-390, da Embraer como exemplo.

Estratégicas para a indústria nacional, as exportações de produtos de defesa têm se destacado nos dois últimos anos. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em produtos de defesa, um aumento de 22% em relação a 2023. No ano anterior, as exportações haviam somado US$ 1,5 bilhão, representando um crescimento expressivo de 123% em comparação a 2022.

Investimentos.

A Missão 6 conta com R$ 112,9 bilhões em investimentos, sendo R$ 79,8 bilhões de recursos públicos e R$ 33,1 bilhões do setor privado. Os investimentos públicos incluem o PAC Defesa, com R$ 31,4 bilhões para projetos como o caça Gripen, o avião cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.

A Finep também investe em projetos estratégicos, como o reator multipropósito brasileiro e o foguete de decolagem para veículos hipersônicos, com R$ 4,2 bilhões já investidos e previsão de mais R$ 331 milhões. O BNDES e o Banco do Brasil já apoiaram as exportações do setor com mais de R$ 23,75 bilhões, e o BNDES projeta mais R$ 20 bilhões em apoio até 2026.

Já o investimento privado de R$ 33,1 bilhões será dividido entre os setores aeroespacial e defesa (R$ 23,7 bilhões), nuclear (R$ 8,6 bilhões) e segurança e outros (R$ 787 milhões). No evento, a Finep e o BNDES assinarão contrato com a Embraer para projetos de inovação no setor.

No total, a indústria brasileira já conta com R$ 3,4 trilhões em investimentos públicos e privados. O investimento público é de R$ 1,1 trilhão, incluindo recursos do Plano Mais Produção (P+P), braço de financeiro da NIB, e de programação relacionados, como o Novo PAC e o Plano de Transformação Ecológica. Já o setor produtivo anunciou R$ 2,24 trilhões no fortalecimento da produção nacional nos próximos anos.

Balanço de um ano.

A Nova Indústria Brasil completa um ano impulsionando a indústria nacional, com avanços em investimentos, inovação e geração de empregos, em uma parceria entre governo federal, sociedade civil e setor produtivo. Ao todo, são R$ 3,4 trilhões em investimentos públicos e privados, nos segmentos da agroindústria, automotivo, bioeconomia e energia renovável, construção civil, indústria da saúde, papel e celulose, siderurgia e defesa, aero e nuclear.

Lançada em 22 de janeiro de 2024, a política industrial apresenta crescimento de 3,1% da produção industrial, de 9,1% do setor de bens de capital, de 3,5% do setor de bens de consumo, sendo de 10,6% de bens de consumo duráveis.

Segundo Alckmin, o governo vai alcançar o patamar de R$ 507 bilhões de incentivos para o crescimento e a retomada da indústria.

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