Maria Verônica Santos, 37 anos, que ficou conhecida em todo o país como a ‘Grávida de Taubaté’, fez a primeira revelação sobre a falsa gestação desde que ressurgiu publicamente por meio das redes sociais, na semana passada.
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Em vídeo publicado no Youtube, em seu canal oficial, Maria Verônica disse que “participava de uma seita” na época em que simulou a gravidez de quatro meninas, em janeiro de 2012.
Naquela época, a moradora de Taubaté tornou-se nacionalmente conhecida como a mulher que esperava quatro meninas e que precisava de ajuda financeira para sustentar a família.
Ostentando uma imensa barriga, ela participou de diversos programas de televisão, ganhou presentes, como enxoval e quarto mobiliado, e deixou todos surpresos e emocionados com a gestação. Dias depois, o escândalo explodiu com a revelação de que tudo não se passava de mentira.
Maria Verônica, que prometeu contar toda a verdade sobre o episódio, falou sobre o assunto em vídeo publicado nesta segunda-feira (27).
“Eu participava de uma seita naquela época, participei durante muitos anos dessa seita. E quando digo seita é seita mesmo, e ainda volto para falar sobre isso”, afirmou ela, sem dar detalhes sobre a seita.
Em postagem anterior, ela disse que decidiu contar a história dela de trás para frente, ou seja, retroagindo a partir dos dias atuais. “Pessoal, vale ressaltar que a história de vida é de uma pessoa e essa pessoa escolhe a forma que quer contar! Eu escolhi desta forma, é claro que vou chegar até o momento de 2012, mas escolhi uma forma mais confortável para mim. Peço um pouco de paciência e empatia”.
Em poucos dias, o canal oficial dela no Instagram, o perfil ‘Maria D Verônica Oficial’, saltou de 418 para 21 mil seguidores. E continua crescendo.
Missa em Taubaté.
Ela contou ainda sobre a primeira missa que assistiu, em Taubaté, após a revelação da falsa gestação, que virou um dos memes mais conhecidos do país.
“Eu participei em uma paróquia de Taubaté, na qual as missas aconteciam às quintas-feiras. Fui convidada por um casal de amigos, que na época já fazia parte da minha trajetória pós-acontecido. Estávamos conversando há alguns dias e eles convidaram para participar dessa missa. Existia uma forma de evangelização e era celebrada a missa dedicada ao sangue de Jesus”, afirmou.
“Como eu estava voltando e não tinha muita noção do que estava acontecendo à minha volta, decidi participar. Então, o meu esposo Kleber, ele foi primeiro em uma quinta-feira, participou dessa missa e não me disse nada.”
“Chegando nessa paróquia, me deparei com algo muito assustador. Naquela época, fazia três meses de todo o ocorrido e a imprensa ainda era muito em cima da gente, e quase não podia sair na rua. Acompanhava as missas quase todas pela internet”, disse Maria Verônica.
Ela contou que havia umas “2.000 pessoas participando da missa” na ocasião. “Quando cheguei a igreja parou e todos me olhavam e queiram de alguma forma se aproximar, alguns para tirar fotos, outros ficar perto, e eu naquele momento não tinha noção do que fazer e como agir. Fiquei em silêncio”.
“Assim que a missa começou fui surpreendida pelo padre que, ao chegar no presbitério, chegou ao microfone e se pronunciou. Disse que a igreja foi feita por pessoas doentes e pediu para não tirar fotos e nem se dispersar. E disse que havia alguém que precisava muito. Para mim foi naquela hora que estava doendo muito uma das maiores respostas de Deus”, completou.
“Depois de muito tempo, nesse mesmo lugar, fazendo as minhas amizades, essas pessoas se aproximaram e ali fui conhecendo a misericórdia de Deus. Nessa paróquia tive o auxílio de muitos corações. Eu encontrei muitos obstáculos, esse sacerdote encontrou muitos obstáculos, por conta da minha presença e da minha família, porém, ele sempre foi muito firme. Ele me defendia. Ele disse que o dinheiro não vale o céu. Então eu tive essa graça, que Deus me tirou.”
“Eu participava de uma seita naquela época, participei durante muitos anos dessa seita. E quando digo seita é seita mesmo, e ainda volto para falar sobre isso. Eu não conhecia o amor de Deus. Esse sacerdote e essas pessoas ainda fazem parte da minha vida, do meu círculo de amizade. O sacerdote hoje não tão próximo, mas tenho um grande carinho por ele. Esse pessoal foi fundamental para eu ficar em pé. Não foi em vão, foi algo importante para mim.”