Mais temida facção criminosa do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital) mantém um 'esquadrão de elite', uma central de inteligência criada como um braço armado com a função de levantar informações sobre autoridade e agentes públicos -- principalmente policiais -- para depois executá-los. É o que apontam investigações do MP (Ministério Público) de São Paulo.
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Criada em Taubaté, em 31 de agosto de 1993, no 'Piranhão', o pavilhão anexo da Casa de Custódia, a organização criou a 'Sintonia Restrita' -- é uma célula que trata de assuntos 'extremamente sigilosos e relevantes para a cúpula', situada dentro da estrutura da 'Sintonia dos 14' (membros de extrema confiança por parte do comando, com elevado poder decisório).
A reestruturação foi realizada, segundo as investigações, devido à multiplicação de tarefas e integrantes. O PCC é dividido, estruturalmente, em células. São as sintonias -- a '012', por exemplo, fica responsável pela atuação na RMVale.
A descoberta da 'Sintonia Restrita' ocorreu após uma apreensão no estado de São Paulo. "Documentos apreendidos em poder de outros integrantes da Sintonia Restrita (...), dão conta de que uma das funções realmente é a de proceder ao levantamento de informações sobre agentes públicos para posteriormente matá-los, com a utilização de armas de fogo", diz trecho de denúncia apresentada pelo MP à Justiça.
A Sintonia passa as informações para os encarregados de praticar o crime. As forças de segurança pública mantêm o monitoramento constante das organizações criminosas, por meio de ações de inteligência.
De acordo com o governo do Estado, a RMVale é palco de uma disputa entre o PCC e facções criminosas do Rio de Janeiro (leia aqui).
Comentários
1 Comentários
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José Figueira 17/01/2025A realidade é que esta facção foi criada em 1993 no Estado de São Paulo, e o Estado não deu conta de acabar com ela. Agora, não te força suficiente para travar isto. O Brasil tem um Estado paralelo, constituído por bandidos e traficantes, policiais corruptos, políticos corruptos que pelo que sai em noticiários eventuais, dão apoio à facção. Pablo Escobar, Colômbia ficou pequeno perto da bandalheira que existe no nosso país.