SEM ESCOLAS DE SAMBA

Em crise financeira, Taubaté não terá desfile de Carnaval em 2025

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/PMT
Avenida do Povo, em Taubaté
Avenida do Povo, em Taubaté

Sem desfile
A Prefeitura de Taubaté informou nessa quinta-feira (16) que, "por conta da atual situação financeira no município, não terá este ano o desfile das escolas de samba na Avenida do Povo".

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Escolas
"Em relação à apresentação das escolas de samba, não houve consenso por parte delas sobre a participação no Carnaval, resultando na definição de que, neste ano, não haverá desfile nos moldes tradicionais. A Prefeitura está empenhada em fortalecer esse diálogo para que seja estudado o retorno do desfile em 2026, dentro dos limites orçamentários do município", afirmou a administração municipal.

Carnaval
A Prefeitura informou que a Secretaria de Cultura e Economia Criativa "está elaborando a programação do Carnaval 2025" e que "o objetivo é garantir que toda a população possa aproveitar essa época tão alegre e festiva, com um planejamento que ofereça atrações a todos mesmo com a vigência do atual decreto de contingenciamento de gastos". A programação "será divulgada nos próximos dias".

Histórico
Em 2021 e 2022, não houve desfile das escolas de samba em Taubaté devido à pandemia da Covid-19. Em 2023, a Prefeitura optou por não realizar o desfile para conter despesas. Em 2024, o desfile de Carnaval foi realizado normalmente.

Crise
Com uma dívida de R$ 300 milhões deixada pelo governo do ex-prefeito José Saud (PP), o atual prefeito, Sérgio Victor (Novo), determinou na semana passada a criação do Plano de Contingenciamento de Gastos na Prefeitura.

Comentários

2 Comentários

  • Antonio Carlos Rodrigues dos Santos 17/01/2025
    Carnaval. Parabéns ao Prefeito Sérgio Victor (Novo), de Taubaté, pela decisão de proibir gastos públicos com o carnaval. O ato nos remete a atitudes semelhantes de outros prefeitos como o de Passo Fundo (RS), que em 2015 remanejou a verba pública do carnaval para a compra de equipamentos de ar-condicionado para todas as unidades de assistência médica do município. Foi o primeiro prefeito, no país, a enfrentar a máfia do carnaval. Em 2016, ele fez o mesmo e desta vez os beneficiados foram os alunos das escolas municipais que passaram a ter ambiente climatizado. Quanta lucidez. Felício Ramuth também fez o mesmo em 2017, na elogiável atitude de negar verbas públicas para o carnaval em São José dos Campos. Depois veio Campinas, Pouso Alegre, entre dezenas de outras cidades, que não tiveram carnavais custeados pelo dinheiro público. Não que devemos acabar com as festas populares, que são a essência das manifestações culturais do nosso povo, mas como em nossas casas só devemos gastar os nossos recursos com festas quando todos os membros da nossa família estiverem assistidos em todas as suas necessidades básicas, como saúde, educação, segurança e transporte. É uma questão de prioridades. Quem gosta de carnaval, paradas gays, shows de rock, espetáculos sertanejos, procissões e festas religiosas, de qualquer religião, entre outras atividades, que pague com dinheiro privado e não público. Isso também serve para alguns esportes como o basquete e o vôlei que no papel é considerado esporte amador para poder abocanhar as verbas públicas, mas os salários de seus técnicos, jogadores e demais membros é pra lá de profissional! Mas muitas prefeituras ainda fazem a folia com o dinheiro do povo, favorecendo os “comerciantes amigos”, donos de trios elétricos e cantores de talentos duvidosos, que consomem mais de 90% da verba pública no carnaval. Isso é apenas a ponta do iceberg de festas populares que movimentam milhões de reais de recursos públicos, mas tudo é decidido a portas fechadas. Transparência só nas roupas das rainhas de bateria! E quem paga a conta? O povo é claro, que não tem assistência médica, saneamento básico, educação de qualidade, transporte adequado, moradia digna e segurança pública eficiente. O povo míope, que só se interessa por novelas e futebol, vive os 4 dias de carnaval como um falso rei e os outros 361 dias do ano como um autêntico escravo, mendigando tudo que já é seu por direito, no melhor estilo pão e circo da sátira de Juvenal. Antonio Carlos Rodrigues dos Santos
  • Marcelo de Lima Souza 17/01/2025
    Taubaté só tem dinheiro disponível para dar emprego a vereador que ficou anos no poder, e não teve competência para se reeleger.