SEGURANÇA

Ministério fará proteção a lideranças de assentamento atacado

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
 Gleison Barbosa e Valdir do Nascimento, principais lideranças morreram no ataque
Gleison Barbosa e Valdir do Nascimento, principais lideranças morreram no ataque

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania anunciou, neste sábado (11), que oferecerá assistência e proteção às lideranças e moradores do Assentamento Olga Benário, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), localizado em Tremembé.

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O local foi atacado na noite de sexta-feira (10) por homens armados, deixando três mortos e ao menos seis feridos, alguns em estado grave.

Em nota, o MDHC classificou o episódio como um “grave ataque” e destacou a importância do fortalecimento das políticas de proteção aos defensores de direitos humanos. O ministério prometeu acionar órgãos de segurança pública e de resolução de conflitos agrários para prevenir novas ameaças e garantir a proteção da comunidade.

Apesar das tensões na região, nenhuma liderança do assentamento está atualmente inscrita no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, o que reforça, segundo a pasta, a necessidade de que situações de risco sejam informadas ao programa para ações preventivas e articuladas.

Investigação em andamento

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil já está investigando o caso. Depoimentos indicam que os suspeitos chegaram em carros e motos e abriram fogo contra as famílias. Um homem foi preso no local por porte ilegal de arma. O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma na Delegacia Seccional de Taubaté.

Os feridos, com idades entre 18 e 49 anos, foram encaminhados para o Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, ou para o Pronto-Socorro municipal.

Reação do MDHC

A ministra Macaé Evaristo reafirmou o compromisso do Estado em proteger os defensores de direitos humanos e ressaltou que o governo pretende fortalecer as práticas de proteção a comunidades e movimentos sociais ao longo de 2025. “Temos o dever estatal de garantir proteção integral às defensoras e aos defensores de direitos humanos”, declarou.

*Com informações de Agência Brasil. 

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